Da série "Momentos Ébrios":
Lanche natural
Você não tem gosto
[26/09/2007]
RICARDO MALTA BARBEIRA - 11:10 AM
Não enche!
Quarta-feira, Setembro 19, 2007
Toda noite é irreal, o álcool despertador.
Um minuto de cada vez e assim para sempre.
Alegria e tristeza revezando-se num mesmo corpo.
Constatações que deprimem.
Uma derrota que deve ser admitida.
Uma nova fonte de coragem que começa a surgir.
Algumas palavras que tentam motivar.
O sarcasmo que a todos faz reinar.
As mesmas pessoas comuns.
Os mesmos sentimentos ordinários.
A arrogância...
A soberba...
A amizade...
O desastre que é um colóquio.
Um copo se quebra ao cair no chão.
Uma alma se fecha.
Abrirá novamente na noite seguinte.
[10/10/2004]
RICARDO MALTA BARBEIRA - 7:06 PM
Não enche!
Sábado, Setembro 15, 2007

Se a minha vida andava atribulada graças ao Guitar Hero (o melhor seria Guitar Heroin, pois o bagulho causa uma dependência atroz), agora posso somar mais um fator que desequilibra a coisa toda: Battlestar Galactica.
Ouço falar sobre a série, entre amigos, há um bocado de tempo (lembro de cara do Luwig, que já declarou amor à série em mais de uma oportunidade em seu The Pulse), mas como não tinha tv a cabo até recentemente, e não curto muito assistir coisas no computador, jamais me dei ao trabalho. E não é que semana passada, numa daquelas promoções relâmpago da Americanas.com, aparece a 1ª e a 2ª temporada da série em promoção a 21 e 29 reais, respectivamente?
Consumista safado que sou, comprei na hora - junto com o encadernado capa dura dos Supremos, que sequer li uma página até agora - e me vejo agora completamente viciado na tal Astronave de Combate.
Trocando em miúdos, a série conta a história dos sobreviventes das doze colônias. Estas foram praticamente obliteradas pelos Cylons. Andróides estes criados pelos humanos e que se voltaram contra seus mestres. Battlestar Galactica é a nave comandada por William Adama (Edward James Olmos), que tem como missão proteger o que sobrou da frota - e da humanidade -, enquanto tenta achar a lendária 13ª colônia, vulgarmente conhecida como Terra.
Se quer detalhes mais específicos, recomendo a Wikipedia (vale avisar para tomar muito cuidado com os spoilers, principalmente na ficha dos personagens. Pangüa que sou, fui vítima de alguns).

O 1º disco da 1ª temporada contém a minissérie de 2003, que originou a série regular (que teve início em 2004). Assisti a bagaça numa raquetada só, em pouco mais de 3 horas. Dizer que é muito bom é pouco, tentar explicar é pior ainda. O melhor é recomendar que assistam e tirem suas próprias conclusões. Eu não ficava tão de queixo caído por uma série desde Os Sopranos, e em ficção-científica, a única que me vêm à cabeça para comparação é Babylon 5, que seguramente está no meu Top 5 de melhores programas produzidos para televisão que já assisti.
[Só pra constar, meu Top 5, além das supra-citadas Sopranos e Babylon 5, também tem Seinfeld e Simpsons (até a 8ª temporada. Que fique bem claro!). Como é perceptível, há uma posição vaga. Quem sabe... hum... melhor esperar.]
Depois da mini, já vi cinco episódios da série regular (todos nesta madrugada). O último foi um dividido em duas partes, em que a Starbuck cai numa lua e enquanto tentam resgatá-la, ela consegue "domar" uma nave cylon.
Bem... só de citar a trama, já deu vontade de correr para a sala e botar o dvd para funcionar. Sinceramente, acho que é o que vou fazer (também existem outros fatores interessantes que podem ser considerados, vide isto).
Nos vemos por aí. Ou não.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 11:44 AM
Não enche!
Segunda-feira, Setembro 10, 2007
Napoleon Dynamite
Assisti no último final de semana este filme, dirigido por Jared Hess.
Não consigo explicar com muito apuro, mas posso dizer que a história ocorre em uma pequena cidade do interior dos Estados Unidos, aonde o personagem título, um adolescente solitário, finalmente encontra um amigo, e aos poucos começa a... bem... ele necessariamente não faz nada, e pouca coisa relevante - em padrões universais - ocorre, mas ainda assim é um filme desgraçadamente bom.
A ótima trilha-sonora oitentista - e mesmo alguns maneirismos da produção - me lembrou muito de Donnie Darko, mas aqui a levada é mais bem-humorada.
Mesmo que seja um humor involuntário e por vezes azedo, o tom geral - e mesmo o final - é mais positivo. Claro que isso não me impediu de achar a conclusão (a parte em que começa a tocar When I Rome do The Promise me deixou com os olhos marejados) bonita e muito depressiva ao mesmo tempo.
Filmaço que recomendo a qualquer um que não seja muito chegado a lugares-comuns.
Ele será exibido no Telecine Premium amanhã às 11h25, e depois nos dias 3 e 4 de outubro, às 00h15 e às 13h10, respectivamente.
Saiba um pouco mais sobre ele na Wikipedia ou no IMDb.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 10:39 PM
Não enche!
An End Has a Start
Gosto de dizer que quase tudo é questão de perspectiva. O que é deprimente agora, poderá tornar-se uma lembrança engraçadíssima. Logo, a felicidade e a tristeza são tão pontuais quanto irrefreáveis E do mesmo modo, aquilo que hoje julgamos tolo, adquire contornos mais interessantes no dia de amanhã.
Escutei An End Has a Start do Editors cerca de três vezes, e achei que beirasse o desprezível. De um mês para cá, escutei-o no mínimo umas vinte vezes, e posso afirmar - no momento - que o considero um dos meus favoritos do ano.
Melodias grandiosas, guitarras simples e contidas, e principalmente, letras assustadoramente belas.
O disco inteiro é um apanhado de deliciosos momentos, mas Bones conseguiu me afetar um pouco mais do que as demais.
"In the end all you can hope for / is the love you felt to equal the pain you've gone through" (no final, só o que você pode esperar / é que o amor que você sentiu se iguale à dor por que você passou).
Vale mencionar que esse trecho também foi citado há algum tempo por Álvaro Pereira Júnior na Escuta Aqui. A coluna sai às segundas-feiras no caderno Folhateen da Folha de S. Paulo (por sinal, pilhei a tradução de lá).
Lembrei do texto no mesmo instante em que escutei o verso, e depois não consegui mais parar de ouvir o álbum por um bom tempo.
Fazia tempo que não tinha a sensação de escutar algo, não gostar, e depois viciar no negócio de um modo absurdo. É uma sensação horrorshow.
De cabeça, um disco em que ocorreu o mesmo comigo foi Kick Up The Fire, And Let The Flames Break Loose. Segundo trabalho do Cooper Temple Clause.