O frio é maior do que posso suportar.
Se eu dormir... não me acorde.
Estarei mais feliz esquecido.
O silêncio perturbador é o único amigo.
Por mais estranho que seja seu modo de se comunicar.
Gostaria de ter uma garrafa aonde pudesse me esconder.
Um gole eterno de qualquer coisa que fizesse esquecer.
Quero pensar que ficarei bem.
Desejo estar em qualquer outro lugar.
Apenas longe o bastante de mim mesmo.
O suficiente para nunca mais lembrar.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:18 AM
Não enche!
Segunda-feira, Julho 23, 2007
Foi publicada ontem minha primeira contribuição para a Revista O Grito. É a resenha de Era Vulgaris, o mais recente álbum do Queens of the Stone Age.
A diversidade é o que fala mais alto no site. São matérias, resenhas e comentários vários sobre música, cinema, quadrinhos, moda, literatura e demais assuntos ligados de uma forma ou de outra à cultura pop.
Da edição desta semana, recomendo a matéria sobre François Truffaut, a entrevista com a banda Instiga, e os textos sobre quadrinhos (Fábulas e Sigmund Freud).
RICARDO MALTA BARBEIRA - 6:11 PM
Não enche!
Segunda-feira, Julho 16, 2007
Começou assim, de qualquer jeito
talvez tenha parado por um tempo
não me lembro, não me importa
Prometi coisas, jurei outras
palavras minhas, olhos seus
num lugar que só existe no momento
A ansiedade transformou a espera
um mundo poderia explodir
o que queria era você em mim
Não havia direção que pudesse seguir
os lamentos não ousam se aproximar
tudo que é desejo termina em não
Ninguém precisa saber o que se passa
pensem por si próprios ou morram
a diferença é tão pequena
Balanço meu corpo esperando que amanheça
fico em silêncio porque é insuportável
estar vivo sem sentir sua respiração
["00:41hs". 16/01/07]
RICARDO MALTA BARBEIRA - 7:21 PM
Não enche!
Segunda-feira, Julho 02, 2007
"Às vezes a gente simplesmente não sabe o que fazer. Mas tem a necessidade do movimento. Então faz qualquer coisa. Mesmo que seja nada."
No mês de junho não postei praticamente nada por aqui, e isso deveu-se principalmente ao excesso de trabalho no início do mês e a uma monstruosa preguiça em seu decorrer.
Em compensação, assisti a ótimos filmes no cinema, como Zodíaco e Shrek Terceiro, além de clássicos na telinha, como A Vida de Brian, O Labirinto do Fauno e Shrek 2. Também não faltaram as séries de sempre: Sopranos, Futurama, Simpsons, Roma, e por aí vai.
Quadrinhos foram bem poucos, com destaque para o primeiro número de Zumbis Marvel em Marvel Max (apesar de ter todas as edições do ano, só li a de janeiro) e o segundo número da Pixel Magazine.
Ao menos finalmente acabei de ler a biografia da Jenna Jameson. Uma coisa interessante dela é que dá várias dicas para quem pensa em entrar no ramo de filmes adultos (leia-se "pornográficos").
Alterei drasticamente o estilo de leitura e emendei no Almoço Nu do William S. Burroughs. Nem preciso dizer que é preciso uma boa dose de... bem... substâncias das mais variadas origens, para ter uma compreensão um pouco mais precisa da obra. Se bem que somente passar a vista pelas linhas já é uma senhora experiência, e a estrutura geral do livro é de uma criatividade - e por quê não, genialidade - assustadora. Altamente recomendável.
Se as leituras foram minguadas, ao menos os sons foram muitos e em sua maioria ótimos.
O novo do White Stripes, Icky Thump, é de uma excelência absurda. Superou todas as expectativas que eu não tinha. Por outro lado, o último do Interpol, Our Love to Admire, que eu ansiava muito mais, parece um arremedo da estréia da banda, o maravilhoso Turn On The Bright Lights.
Assim como o Editors fez um segundo álbum muito do meia-boca, com criatividade zero e alguns momentos razoáveis ao emular o que de tinham feito antes de bom, o Interpol conseguiu dar uma nivelada - por baixo - e superar o seu fraco segundo disco, Antics, mas não fez nada que mereça elogios de qualquer espécie. Seu terceiro disco está mais para um filme correto e agradável, mas tão sem graça e sem alma, que quando alguém pergunta, você tem que se esforçar um bocado para lembrar que o assistiu.
Com um atraso considerável, escutei o debut do Greenhornes, lançado em 2001, assim como o do Gossip e do She Wants Revenge, ambos do ano passado.
Enquanto o primeiro é apenas legal e a bolacha da banda da Beth Ditto é uma sucessão fodíssima de canções pop-rock belíssimas, o She Wants Revenge é simplesmente a melhor banda dos anos 1980 surgida nos anos 2000.
Na boa, para o inferno com o Interpol (ainda acho o primeiro deles magistral, mas isso é um blog, e como não podia deixar de ser, tento colocar as palavras que definem como me sinto no momento), Walkmen, Editors, e todos os outros arremedos desprezíveis como Bravery e demais que sequer me lembro. O She Wants Revenge é a coisa oitentista mais viciante do novo século. Se bobear só a cocaína ganha deles.
Rompantes sem sentido à parte, vale a pena dar uma visitada no Indie Nation e baixar alguns dos lançamentos que citei e tantos mais que passei em branco.
Outra ótima pedida é acessar a repaginada e ótima Revista O Grito, para conferir resenhas sobre cinema, quadrinhos e música, assim como entrevistas e demais popagens.
Fico por aqui, sem promessas e à espera do show do Rakes em terras paulistas.