Manics - Álbuns - Parte 3
Para terminar, os três primeiros álbuns dos Manic Street Preachers para download. São necessariamente estes que contam com a presença física - por assim dizer - do guitarrista e letrista Richey James Edwards.
Em 1994, lançam The Holy Bible, considerado por muitos - incluo-me no grupo - como o ápice dos Manics.
Enquanto as composições sujas flertam com o punk rock, as letras chegam ao limite, com temas como anorexia, drogas, suicídio, aborto e política.
Tudo feito com absoluto apuro em preciosidades como: Yes, Ifwhiteamericatoldthetruthforonedayitsworldwouldfallapart (é assim mesmo que se escreve), Archives of Pain, Revol, 4st 7lb, Mausoleum, Faster, Die in the Summertime, The Intense Humming of Evil e P.C.P..
Um álbum perfeito em todos os sentidos possíveis.
Gold Against the Soul data de 1993, e é para quase todo mundo o elo mais fraco na discografia dos galeses.
Com uma pegada forte de hard rock, belas melodias e inúmeras baladas, é um disco alegre na parte instrumental, mas de letras tão sombrias - e inspiradas - quanto os demais.
Alguns destaques são: Sleepflower, From Despair to Where, La Tristessa Durera (Scream To A Sigh), Life Becoming a Landslide, Roses in the Hospital e Nostalgic Pushead.
É um momento de transição dos Manics, mas com qualidade que se evidencia a cada nova audição.
Em 1992 é lançado o primeiro álbum da banda, Generation Terrorists.
Com uma sonoridade muito particular, eles abusam em arranjos do mais puro hard rock. Enquanto o som remete ao Guns'n Roses, as letras espelham-se em The Clash. Uma combinação que com o passar dos anos transformou-se em algo muito mais complexo.
Entre as canções mais inspiradas: Slash N' Burn, You Love Us, Another Invented Disease, Repeat (UK), Spectators of Suicide, Crucifix Kiss, Methadone Pretty, Condemned to Rock'n'Roll e a fabulosa e poética Motorcycle Emptiness.
Uma estréia que impressiona pela consistência das músicas e também pela postura pouco ortodoxa da banda.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 5:39 PM
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Terça-feira, Maio 29, 2007
Art Brut
Já está disponível na grande rede, It's a Bit Complicated, o novo álbum do Art Brut.
Após um disco sensacional lançado em 2005, a banda prova com o sucessor de Bang Bang Rock & Roll, que não perdeu o caminho das pedras.
É um Pouco Complicado tem ótimas guitarras, melodias primorosas e as já costumeiras letras inteligentes do sagaz Eddie Argos.
Eles conseguem fazer um trabalho que esbanja vitalidade, sem perder um pingo da força da estréia. Mais um pra lista de melhores do ano.
Vale a pena também conferir, um preview faixa-a-faixa do álbum no site da Bizz.
The Horrors
Neste mês de maio, os britânicos do The Horrors lançaram seu debut fonográfico, Strange House.
Doze canções que evocam Cramps em alguns momentos, e Ramones em outros, como em Sheena is a Parasite, por exemplo.
Os caras conseguem imprimir uma roupagem atual e dinâmica às músicas, fazendo com que não soe como uma mera cópia, o que acaba funcionando muito bem.
Um álbum curto, direto e maravilhosamente barulhento, que não vai decepcionar em nada quem venera o casal Lux Interior e Poison Ivy.
Outras infos no site do The Horrors.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 2:58 PM
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Segunda-feira, Maio 28, 2007
Com a palavra, Charles Baudelaire.
O mau monge
Um convento antigo em suas abadias
Mostrava em painéis a imagem da verdade
Cujo efeito, avivando as entranhas mais pias,
Tornava menos fria a sua austeridade.
Tempo em que tu, ó Cristo, em messes florescias!
Mais de um ilustre monge, hoje na obscuridade,
Escolhendo o cemitério como campo de agonias,
Glorificava a Morte com simplicidade.
- A minha alma é um sepulcro que, mau cenobita,
Desde a eternidade percorre e habita;
A beleza sumiu deste claustro sem Deus.
Quando eu irei fazer, ó monge sempre em férias,
Desta farsa que eu sou, de tão tristes misérias,
Ação para o meu braço e amor para os olhos meus?
***
Trecho de Spleen e Ideal, que faz parte de As Flores do Mal.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 6:53 PM
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Sexta-feira, Maio 25, 2007
Mamãe Não Voltou do Supermercado
Minha última leitura foi este livro, escrito por Mario Bortolotto e lançado pela Editora Alaúde - com apoio da eraOdito editOra - em outubro de 2006.
A trama gira em torno de Caio, que após ter a mãe assassinada, parte - aos trancos e barrancos, é verdade - em busca dos criminosos para se vingar.
Não é muito produtivo comparar uma obra com outras, mas a história tem uma nítida influência do clima criado por caras como Charles Bukowski, Raymond Chandler e Jack Kerouac.
Influência essa, levada com muita habilidade, dando uma personalidade marcante e um ritmo urgente ao texto.
São muitos os bons momentos, mas tem um pensamento que acomete Caio, que é tão pretensioso quanto genial: "A sensação de se estar morto é uma gravura do Bill Sienkiewicz em preto & branco".
Este é o segundo volume da Coleção Bactéria, em homenagem ao homônimo Bactéria, responsável pelo Sebo do Bac, aonde também pode ser encontrado o livro (o sebo fica no Espaço dos Satyros 2, na praça Roosevelt, centro de São Paulo).
Aproveite e acesse o blog do Bortolotto, Atire no Dramaturgo.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 5:00 PM
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Quinta-feira, Maio 24, 2007
Era Vulgaris
Finalmente vazou ontem o novo disco do Queens of the Stone Age.
A maior banda do mundo em atividade não decepcionou e amontoou 11 músicas sensacionais.
Sick Sick Sick, Battery Acid, Misfit Love e I'm a Designer são apenas algumas das porradas do álbum.
Não perca tempo e baixe já o Era Vulgaris.
Aproveite e acesse o hotsite do disco e os site da banda.
Depois a gente conversa.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 2:25 PM
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Segunda-feira, Maio 21, 2007
3 Mil Resenhas!
O Universo HQ chegou à marca de 3.017 reviews, agregando um dos maiores bancos de dados de referência sobre histórias em quadrinhos.
Para comemorar a marca, uma super-atualização com resenhas especialíssimas dos editores e colaboradores do site.
Entre as revistas e livros resenhados, estão: The Complete Calvin and Hobbes, Akira Especial # 1, Cidade de Vidro, Ghost World, Little Nemo - 1905-1914, Desvendando os Quadrinhos, História em Quadrinhos & Comunicação de Massa, A Espada Selvagem de Conan # 1 e Mauricio - Quadrinho a Quadrinho, entre tantos outros.
Contribuo com o número de estréia da minha revista mensal favorita de todos os tempos, Superaventuras Marvel # 1.
Para acessar a atualização especial, é só clicar no banner abaixo.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 3:54 PM
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Quarta-feira, Maio 16, 2007
Manics - Álbuns - Parte 2
Neste post, os dois álbuns que atestaram em definitivo os Manic Street Preachers como um dos mais fascinantes grupos dos anos 1990.
Para se ter uma idéia, a sublime If You Tolerate This Your Children Will Be Next entrou de cara no 1° lugar da parada inglesa de singles, o que por si só já foi mais do que suficiente para garantir um baita êxito comercial para o disco.
Outros singles que "carregaram" o álbum foram The Everlasting, Tsunami e You Stole the Sun From My Heart.
Fora as citadas, vale destacar também: Ready for Drowning, My Little Empire, You're Tender and You're Tired, Born a Girl e Nobody Loved You.
Há uma resenha minha sobre o disco no [dying days], que contém um bocado de outras curiosidades.
Juntando os cacos que sobraram, James Dean Bradfield, Nicky Wire e Sean Moore atestam que tudo deve prosseguir.
A auto-ironia de A Design For Life, a "homenagem" ao fotógrafo Kevin Carter na faixa homônima, a ode a Sylvia Plath, que nunca escondeu ser The Girl Who Wanted To Be God e a emblemática Everything Must Go, que pode ser lida como uma resposta a todos os fãs e ao próprio Richey, são alguns dos grandes momentos do álbum.
Outras faixas brilhantes: Small Black Flowers That Grow in the Sky, Australia, Further Away e No Surface All Feeling.
Como não canso de dizer, em se tratando dos Manics, a música deve ser escutada e as letras devoradas com gula.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 3:06 PM
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Segunda-feira, Maio 14, 2007
Segunda-feira preguiçosa que me deixa baqueado, sem a mínima vontade de postar algo por aqui.
Nem a vinda - e partida - do tal Bento 16 me anima a escrever.
A princípio, achei que a minha boa e velha intolerância à religião e a qualquer tipo de lavagem cerebral genérica era algo que ficou pra trás. Pra ser mais exato, uns 10, 12 anos pra trás. Mudei a perspectiva ao acessar o blog do Xico Sá.
Num post curto - como de costume - e inspiradíssimo, ele coloca em palavras boa parte do que penso e algumas coisas que sequer pensei, mas que de um modo até que óbvio, me fez postar aqui, só para poder dividi-lo com vocês.
O melhor: "Ora, como vou acreditar num homem que nunca amou uma mulher? Um homem, como qualquer um de nós, que nunca gozou na vida não pode ditar os nossos destinos. No meu, pelo menos, ele não apita. Sua santidade -minha mesmo não!- pode saber todas as línguas e até reinventar o Pentecostes, mas não tem a mínima moral para sair por ai cagando regras medievais!".
O restante em Ponte Aérea SP.
Como costumo dizer, cada um na sua, e por favor não me encha o saco.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 5:23 PM
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Segunda-feira, Maio 07, 2007
Crime e Castigo
No final de semana acabei de ler Crime e Castigo, de Fiodor Dostoievski.
Se seu Os Irmãos Karamazov figura fácil entre meus livros prediletos, este não deixa por menos.
Acompanhar a história de Raskólnikov é uma montanha-russa de sentimentos e sensações, que nos faz vislumbrar indíviduos de toda espécie.
Quando Dostoievski nos leva até a mente de um personagem, parece que esquecemos por um tempo quem de fato somos, e assumimos aquele corpo estranho como nosso, e suas atitudes tornam-se fruto daquilo que desejamos.
Não ouso continuar a descrever as análises mais que psicológicas que o autor constrói, e acho mais coerente deixar aqui um trecho curto em que conhecemos um pouco mais sobre Piotr Pietróvitch, o quase cunhado de Raskólnikov.
O mais notável era que, até o último momento, ele não foi capaz de supor semelhante desenlace. Fora irredutível até o limite, sem nem sequer imaginar a possibilidade de que duas miseráveis e desamparadas mulheres pudessem escapar de seu domínio. Para essa convicção, muito concorreram a sua vaidade e essa pretensão que mais propriamente deveria se chamar narcisismo. Piotr Pietróvitch, tendo-se feito por si mesmo, tinha-se em um conceito sumamente bom, estimava de modo desmedido sua inteligência e capacidade, e quando estava sozinho, na frente do espelho, às vezes chegava a se apaixonar pelo próprio rosto. Mas, o que amava acima de tudo neste mundo era o seu dinheiro, que havia amealhado à custa de muito trabalho, e que o punha no mesmo plano de tudo o que fosse superior.
Ao lembrar agora há pouco a Dúnia, com amargura, que resolvera se casar com ela, malgrado todos os boatos que a desabonavam, Piotr Pietróvitch falara com sinceridade e sentia até uma profunda indignação diante de tão "negra ingratidão". Porém, quando a pedira em casamento, já estava inteiramente convencido de que aquelas eram calúnias absurdas, desmentidas publicamente por Marfa Pietrovna, as quais, desde há muito tempo, estavam esquecidas por todo o povoado, que aliás tinha grande estima por Dúnia. A despeito disso, ele tinha em alta conta a sua decisão de erguer Dúnia à sua altura, no que via mesmo um grande feito. Há pouco, flaando com ela, ao referir-se a isso revelou um pensamento secreto, que vinha acalentando e no qual se comprazia, e não conseguia compreender como os outros não se compraziam também com esse seu grande feito. Quando visitara Raskólnikov, entrara no quarto deste com o sentimento do benfeitor disposto a colher os frutos e ouvir os mais lisonjeiros cumprimentos. Também agora, ao descer a escada, ele certamente se considerava ofendido e incompreendido no mais alto grau.
Dúnia lhe era imprescindível; renunciar a ela era algo que não podia conceber. Fazia já alguns anos que vinha sonhando com deleite em se casar, enquanto ia juntando dinheiro e esperava. Sonhava inebriado, bem no seu íntimo, com uma moça bem-educada e pobre (essa era uma condição necessária), bem jovem e graciosa, de bom caráter e instruída, tímida, que tivesse passado por enormes dificuldades e ficasse totalmente desamparada diante dele, de sorte que, por toda a vida, o consideraria a sua salvação, mostrando-se submissa e maravilhada por ele e só por ele. Quantas cenas, quantos ternos episódios imaginava para esse tema sedutor e gracioso, nos seus momentos de descanso depois do trabalho! E eis que o sonho de tantos anos já estava quase se concretizando; a beleza e a educação de Avdótia Romanovna o encantaram; a situação de desamparo da jovem ainda mais o interessou. Ela lhe oferecia ainda mais do que havia imaginado: uma moça digna, de caráter enérgico e virtuoso, com educação e cultura superiores às dele próprio (ele o reconhecia), que por toda a vida ficaria grata pelo seu ato heróico, para sempre dócil, servil e humilde diante dele, ao passo que ele reinaria absoluta e infinitamente... Como de caso pensado, um pouco antes disso, depois de longas expectativas e sonhos, ele resolvera, finalmente, dar definitivamente um novo rumo à sua carreira e ingressar em um círculo mais amplo de atividades, e ao mesmo tempo ir paulatinamente, passando a uma sociedade mais elevada, o que há muito tempo vinha acalentando com prazer...
Finalmente, resolvera tentar a sorte em São Petersburgo. Sabia que por intermédio das mulheres pode-se obter muita vantagem. Uma mulher honrada, culta e bela podia lhe conferir prestígio, enfeitando o seu caminho, atraindo-lhe simpatia, criando-lhe uma auréola... e eis, porém, que tudo ruíra! Aquele rompimento repentino e brutal tinha produzido nele o mesmo efeito que um raio. Era uma farsa revoltante e absurda! Ele não fizera mais do que mostrar uma pitadinha de fanfarrice; nem tivera tempo de dizer exatamente o que queria. Tudo não passara de uma brincadeira, um deslize de um momento - mas que rumo sério as coisas tomaram! Ademais, à sua maneira, ele amava Dúnia, já a dominava em seus sonhos... e, agora... Não! Amanhã, sim, amanhã mesmo, ele encontraria um meio de reverter a situação, de remediar, de consertar e, o mais importante, destruir aquele rapaz insolente, que era a causa de todos esses problemas! Involuntariamente, lembrou-se de Razumíkhin, com uma sensação dolorosa... contudo isso não duro muito tempo, logo se tranqüilizou: "Era o que faltava, ela pô-lo em pé de igualdade comigo!". No seu íntimo, porém, temia seriamente Svidrigáilov: para resumir, muitas dificuldades o esperavam...
Em poucas palavras, Dostoievski expõe as particularidades de uma vida.
Em poucas páginas, ele consegue mostrar a complexidade da sua.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 7:24 PM
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Sexta-feira, Maio 04, 2007
LCD Soundsystem
Sound of Silver é o novo disco do LCD Soundsystem, e (mais) um dos grandes lançamentos de 2007.
Diferente do primeiro deles, que não curti muito, este conseguiu em apenas 3 sons me deixar completamente chapado.
Vale dizer que James Murphy, mentor e cabeça do LCD Soundsystem, é um dos fundadores da gravadora DFA Records, que lançou The Rapture e sua mais-que-grudenta House of Jealous Lovers, entre outras cositas. Outro "trabalhinho" dele foi produzir - junto com Tim Goldsworthy - o fabuloso Gotham!, do Radio 4.
Minhas favoritas são Time to Get Away, North American Scum (no My Space da banda tem uma apresentação foderosa dela no Late Show with Dave Letterman), Watch the Tapes e a já clássica All My Friends.
Esta música tem sete minutos e meio de um crescente magnífico, com uma letra que dá vontade de cair na balada com lágrimas nos olhos. Pra constar, um trechinho:
and the conversation's winding away.
I wouldn't trade one stupid decision
for another five years of lies.
You drop the first ten years just as fast as you can,
and the next ten people who are trying to be polite.
When you're blowing eighty-five days in the middle of France,
Yeah, I know it gets tired only where are your friends tonight?
No single, também rola uma versão da All My Friends feita pelo Franz Ferdinand. Não chega a ser melhor que a original, mas ainda sim é ótima.
Não perca tempo e aproveite os links para download.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 4:35 PM
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Quinta-feira, Maio 03, 2007

O espertíssimo cartoon é do Odyr e foi postado pelo Nasi na comunidade do Universo HQ.
Esta é uma animação horrorshow do Calvin & Haroldo feita por um fã italiano.
Soube do lance pelo Depósito do Calvin.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 5:09 PM
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Quarta-feira, Maio 02, 2007
Manics - Álbuns - Parte 1
Começo a disponibilizar para download todos os álbuns de uma das minhas bandas favoritas já há bastante tempo, os Manic Street Preachers.
A idéia é fazer a coisa de maneira decrescente. Logo, seguem os links e uma breve análise dos dois últimos discos dos galeses.
Ele é extremamente nostálgico, com arranjos que beiram a breguice pura e ainda assim é de uma beleza rara. Há um jeitão oitentista descarado em todas suas 12 faixas, além de uma melancolia absurdamenta linda.
Minhas prediletas: 1985, The Love of Richard Nixon, A Song of Departure, I Live to Fall Asleep e Glasnost.
Realmente não há meio-termo nele. Os Manics batem na cultura disco, em celebridades como Richard Gere e seu "guru" Dalai Lama, nos Beastie Boys e - como sempre - nos EUA.
Do disco que me fez amar a banda, o único som que não simpatizo é a auto-explicativa Baby Elian. De resto, é perfeição pura, com direito a uma espetacular cover de We Are All Bourgeois Now, do McCarthy, ao final.
Minhas favoritas entre tantas: Found that Soul, Intravenous Agnostic, Miss Europa Disco Dancer, Dead Martyrs, My Guernica, Freedom of Speech Won't Feed My Children, Royal Correspondent, Epicentre, e a campeã The Convalescent.
Uma última dica para quem for baixar os discos é também acessar o melhor site de fã que uma banda já teve, o excelente Manics.NL, e dar uma olhada nas letras dos caras. Algumas beiram o genial, outras ultrapassam.