100 Resenhas
Às vésperas do Universo HQ bater a marca das 3 mil resenhas no ar, eu completo a minha primeira centena.
Com Pixel Preview e Pixel Magazine, cravo o número de 100 reviews em pouco mais de três anos colaborando com o site.
Tudo começou com Batman # 15, da Panini, que trazia a sétima parte da saga Silêncio. O texto não é dos melhores e os elogios ao Jim Lee soam um tanto exagerados, mas ela tem lá seu charme.
Continuei escrevendo sobre o título até o # 25, quando joguei a toalha depois de algumas edições podres, parando de vez de comprar a revista do Morcegão.
O outro único título mensal que resenhei - e que continuo até hoje - é Marvel Max. Por sinal, a minha predileta.
Em minha opinião, o auge da revista foi do # 10 ao # 13, com a trinca formada por Alias, Poder Supremo e Justiceiro - Nascido para Matar. Quando esta última deu lugar a Thor - Vikings, a revista ainda manteve a excelente qualidade por alguns meses, mas depois, com a suspensão temporária de Poder Supremo e o fim de Alias, caiu bastante. Entretanto, 2007 parece ser um ano em que ela irá recuperar bastante de seu brilho perdido.
Algumas das várias HQ's que apreciei resenhar nesse período foram: Authority - Sob Nova Direção, com o fenomenal arco Natividade, de Mark Millar e Frank Quitely; Batman - Viajante do Tempo, com um punhado de aventuras Elseworld do Cruzado Encapuzado; Grandes Heróis Marvel # 22 - Demolidor e Wolverine, com o início da fase da roteirista Ann Nocenti à frente do Homem sem Medo; Superpowers # 21, com as duas históricas aventuras do Super-Homem escritas por Alan Moore, Para o Homem Que Tem Tudo e O que aconteceu com o Homem de Aço?; Marvel Apresenta # 20 - Guerra Secreta, com histórias de Jessica Jones em The Pulse; e Minha Vida, uma espécie de auto-biografia de Robert Crumb.
Da série Grandes Clássicos DC, da Panini, são quatro: Batman - Contos do Demônio, com sensacionais confrontos entre o Cavaleiro das Trevas e Ra's Al Ghul; Os Novos Titãs - Volume 2, com a áurea fase assinada por Marv Wolfman e George Pérez; Lanterna Verde/Arqueiro Verde - Volume 1 e Volume 2, com a dupla de bambas Dennis O'Neil e Neal Adams.
Um cara legal foi John Constantine, com Nas Ruas de Londres e Poder Infernal.
Quadrinhos nacionais como O Viajante, de Mozart Couto, ou Preto no Branco, de Allan Sieber, tiveram sua vez.
Também rolaram minisséries como Batman - Gothic, Liga da Justiça - Elite e Lobo - Sem Limites.
Mas nem só de bons momentos se vive. A mini Titãs/Justiça Jovem foi de longe a pior coisa que resenhei.
Entre meus favoritos estão o genial Maus, Marvel Max Especial # 1, com os derradeiros números de Alias (além de ser a primeira é única vez em que fui plagiado), os Sandman da Conrad, que venho fazendo desde A Casa de Bonecas, a sequência de Superaventuras Marvel # 61 a 68, com a antológica volta de Frank Miller ao Demolidor, a mini Superman - Entre a Foice e o Martelo e os três volumes de Supremo - A História do Ano.
Em sua grande maioria, belas histórias, que fizeram meus últimos anos serem mais agradáveis do que de costume. Fora que escrever para o UHQ é algo que só posso descrever como "du caralho!".
Espero ainda continuar por um bom tempo lendo gibis e escrevendo bobagens pseudo-intelectuais sobre eles.
Provavelmente beberei hoje a isso.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 5:46 PM
Não enche!
Terça-feira, Abril 24, 2007
Send Away the Tigers
Uma vez mais os Manic Street Preachers se reinventam e lançam um álbum completamente diferente dos anteriores.
Send Away the Tigers deixa de lado a nostalgia de seu antecessor, Lifeblood [2004], mas também não trilha o caminho da modernidade chata e pomposa.
A faixa-título abre o disco com aquele clima tão típico dos Manics: um dedilhado harmonioso na guitarra, uma bateria cadenciada, um baixo introvertido e um vocal melodioso e confiável.
A seguir vem um pouco de tudo, com direito ao hard rock espetacular de Underdogs, a brega e lindíssima Your Love Alone is Not Enough - que conta com participação de Nina Person do Cardigans nos vocais -, a correta Indian Summer, a crítica política em The Second Great Depression, Rendition e Imperial Bodybags, além do romantismo bucólico de Winterlovers.
Para quem não entende muito bem o que alguns vêem/escutam de tão extraordinário em relação aos Manics, dá para se ter uma boa idéia com a trinca formada por Autumnsong, I Am Just a Patsy e Working Class Hero.
Autumnsong é uma balada com duas características um tanto corriqueiras dos caras: um início simples, uma pequena evolução e um refrão grandiloqüente.
I Am Just a Patsy é outra balada, só que estupidamente rock'n roll. Mal começa e já coloca os dois pés no seu peito. A guitarra, só para variar, é horrorshow.
Working Class Hero é uma cover de John Lennon, e como é costumeiro do trio, mais um momento visceral que não deve em nada à original.
Analisando somente o lado instrumental, Send Away the Tigers é uma aula tanto nos extraordinários riffs de guitarra de James Dean Bradfield quanto no clima oitentista, que ao invés de emular o estilo - como tantas bandas inglesas e americanas recentes vêm fazendo -, apenas deixa à mostra toda a bagagem musical de um grupo que tem como marca principal o fato de nunca ter se acomodado.
Para baixar o álbum completo, basta clicar aqui.
Depois, leia uma crítica faixa-a-faixa feita por James McLaren para a BBC - Wales.
Deus salve os Manics!
E que o Diabo continue deixando-os fazer belas canções.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 4:06 PM
Não enche!
Segunda-feira, Abril 16, 2007
Oh trevas sem um som sequer.
Mesmos delírios que um dia amei.
Presentes e intensos qual tal prazer.
Fortaleza de um só, perdido e mais.
Em busca eterna de um sentido... qual?
A maior tolice é buscar compreender
Qualquer epitáfio feito de restos.
Pensamentos desconexos, álcool escrito.
Meu e somente meu é esse vagalhão.
Mensageiro de escolhas e decisões.
Que recupera almas enquanto abafa os risos.
Rima com quase tudo, exceto o real.
Aqui estou em palavras buscando redenção.
Sou o universo e sua tinta.
O amargo que deixa a mente alerta.
O ponto final que por hoje ainda chega.
"daquele jeito... maraa street, duas e pouco da matina, tomando smirnoff ice e... bem...
lamentando a consciência." [07/01/2007]
RICARDO MALTA BARBEIRA - 7:51 PM
Não enche!
Quinta-feira, Abril 05, 2007

No site oficial o Nine Inch Nails disponibilizou para audição completa seu novo álbum, Year Zero.
Não demorou muito para pipocar pela net o disco completo para download:
Year Zero completo.
Depois de uma semana dos diabos, o feriadão promete com a nova trip egocêntrica de Mr. Reznor e também poder assistir 300.
Mas vale um aviso aos incautos: clique aqui para ler uma notícia que te deixará um pouco mais ressabiado antes daquela bebedeira homérica.
Essa notícia me deu até dor de barriga de tanto rir.
Mas foi um riso amargo. Juro!
RICARDO MALTA BARBEIRA - 7:54 PM
Não enche!
Quarta-feira, Abril 04, 2007

Essa semana está sendo mais comprida do que eu pensara a princípio.
Muito trabalho, uns clientes filhos da puta que merecem ser besuntados de marrom-glacê e empalados num formigueiro gigante e algumas outras coisas mais pessoais, que não vem ao caso mencionar por aqui.
Continuo devendo um post falando do Baby 81, álbum do Black Rebel Motorcycle Club, assim como um em projeto - mental - sobre uma de minhas bandas prediletas, o Manic Street Preachers.
Com o novo disco deles prestes a ser lançado, comecei a fazer uma recapitulação discográfica dos caras em casa, passando por alguns que não escutava há um bom tempo, como os três últimos de inéditas: This is My Truth Tell Me Yours, Know Your Enemy e Lifeblood.
Agora tenho que pegar na casa da minha mãe o Generation Terrorists e o Gold Against the Soul para continuar a recapitulação.
Nem cito o Everything Must Go e The Holy Bible, porque estes estão sempre no meu mp3 player. Principalmente o último.
Ah, a imagem acima é a capa da mais recente edição da Rolling Stone gringa, falando de Grindhouse, novo filme de Quentin Tarantino e Robert Rodriguez.
Sem comentários essa capa.