Videodrome

 
             

   
 
 

Sábado, Fevereiro 24, 2007

 

Kaiser Chiefs

Clique aqui para baixar o novíssimo disco do Kaiser Chiefs, Yours Truly Angry Mob.

Escutei uma vez e meia ontem, e sinceramente está bem abaixo da estréia dos caras há dois anos.

A sonoridade é bem parecida, mas parece que perderam alguma coisa entre um e outro. Talvez o fator "novidade da semana" tenha influenciado negativamente.

Ao invés daquele contagiante ritmo de festa punk, a coisa agora soa estranhamente careta... quadrada até.

Pode ser que eu mude de idéia após mais algumas escutadas, mas sinceramente...

RICARDO MALTA BARBEIRA - 2:22 PM


Não enche!

Quarta-feira, Fevereiro 21, 2007

 
minha folia

Sexta-feira: Fui acompanhar o bloco Ilú Obá De Min em seu trajeto que começa no Viaduto Major Quedinho e termina no Largo do Paissandú. Acompanhado de amigos, briguei, bebi vários Rabo de Galo e me diverti daquele jeito meio vagabundo que tanto me agrada.

Sábado: Debaixo de um sol de queimar doido, fui fazer minha tatuagem do Calvin & Haroldo. Depois de horas de cigarros, Itaipavas e de uma dor agradável, acabei no apê assistindo My Name is Earl e aumentando ainda mais o teor alcoólico no meu sangue.

Domingo: Montei minha estante para finalmente poder achar os livros e gibis que procuro. Acabei desistindo de ir ao cinema à tarde por causa de uma típica chuva paulistana. Chuva esta que fez com que acabasse a energia elétrica por quase cinco horas. Nesse tempo bebi cerveja quente, drinks aguados e fiquei jogando Super Trunfo com a patroa. Para se ter uma idéia do nível da coisa, eram o Paris-Dakar e o Heróis Marvel.

Segunda-feira: Almoço na casa dos Pais. Comida boa, baboseiras conhecidas e uma leseira absurda. Mais chuva. Mais cerveja. Mais tempo jogado na frente da tv, agora assistindo Pânico e O Feitiço do Tempo.

Terça-feira: Consegui montar o porta cd's em tempo recorde. À tarde mais uma tentativa fracassada de ir ao cinema. Depois de uma partida de um clássico Livro-Jogo de RPG, A Cripta do Vampiro, um cochilo providencial. Uma arrumada no quarto, uma ajeitada na cozinha e mais uma esparramada na sala para assistir Zelig e A Bela da Tarde.

Quarta-feira: Ir ao trabalho para não fazer nada. Acabar atualizando o blog.

* * *


Disponível mais uma música de Year Zero, novo disco do Nine Inch Nails. Agora é a vez de Survivalism.

Clique aqui para baixar o arquivo que contém a versão do álbum e a editada.

Cortesia - mais uma - do Discografias.

Em tempo: esta Survivalism e My Violent Heart são excelentes. Parece que Mr. Reznor resolveu pegar o que de melhor há na sonoridade de Pretty Hate Machine, fazer uma produção caprichada e manter bastante do clima por vezes pop que fez de With Teeth um discaço.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 3:26 PM


Não enche!

Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007

 
nin, calvin & kings of leon

* Apareceu ontem na grande rede a primeira música do novo disco do Nine Inch Nails.

Clique aqui para baixar My Violent Heart, que fará parte de Year Zero.

* * Confira no Universo HQ a minha resenha para O Mundo é Mágico, o novo livro de Calvin & Haroldo.

* * * Para fechar esse post curtíssimo, mais um download de álbum novo neste início de ano. Agora é a vez do Kings of Leon, com Because of the Times.

Cortesia da Discografias.

E é só!

Ah, e não vá exagerar no Carnaval. Use estes dias para relaxar e chute o balde o resto do ano. É o que costumo fazer.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 6:26 PM


Não enche!

Quinta-feira, Fevereiro 15, 2007

 
Calvin & Haroldo

No sábado retrasado já tinha em minhas mãos o primeiro encadernado de Calvin e Haroldo pela Conrad: "O Mundo é Mágico".

O interessante é que comprei para presentear a patroa, mas impus a condição de que ficasse em casa até eu acabar de lê-lo. O que ocorreu apenas anteontem.

Ele tem quase 160 páginas de tiras e um preço justíssimo pela qualidade tanto da edição quanto das aventuras concebidas por Bill Watterson.

Muito provavelmente amanhã, sairá minha resenha no Universo HQ.

Se quiser ter um gostinho do quão genial são as aventuras do Tyler Durden dos quadrinhos, dê uma conferida numa prévia das primeiras páginas, disponível na Loja Conrad.



RICARDO MALTA BARBEIRA - 3:20 PM


Não enche!

Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007

 
Dois mil e sete começou daquele jeito.


Quatro Discos Pra Já!


Neon Bible, The Arcade Fire.

Escrevi sobre esse há onze dias atrás, e se continuar a azucrinar todos que conheço para que o escutem, vou parecer um daqueles beatos malucos que ficam pregando nos trens, de vagão em vagão.

Será que a Bispa Sônia escutou o Neon Bible?

A Weekend in the City, Bloc Party.

Não acho o disco de estréia dos caras, Silent Alarm, tudo isso que dizem por aí, apesar de reconhecer uma meia dúzia de canções sensacionais nele.

Seguindo pelo mesmo caminho, nas duas primeiras vezes que escutei este A Weekend in the City, também não o achei a última bolacha do pacote. No entanto, na terceira vez, viajei com a beleza amarga que a trupe do vocalista e guitarrista Kele Okereke produziu.

Desde a abertura com Song for Clay, percebe-se que a crueza de antes deu lugar às trevas, o amor se tornou mais bucólico do que a cartilha do pop aconselha, e o que saiu daí foi um apanhado de sons distintos, que apontam para todas as direções, sem se limitar a nenhuma fórmula.

Um álbum de gente grande.

Myths Of The Near Future, The Klaxons.

O EP que lançaram ano passado, Xan Valleys, era maravilhoso. Atlantis to Interzone, 4 Horsemem of 2012, Gravity's Rainbow, The Bouncer... com exceção desta última, todas as demais figuram em Myths of the Near Future, até aqui o lançamento mais divertido e dançante do ano.

São onze músicas que foram feitas para se dançar numa pista de algum porão - ou galpão - sujo, enfeitado com uns badaluques frescos nas paredes e abarrotado de modernosos com ar blasé.

Você vai pular, vibrar junto com os graves, tomar seu drinque em um gole só quando ouvir as sirenes anunciando que a festa já está rolando e que seus pés não tocam no chão há horas.

Ou como o Klaxons resumiria em Atlantis to Interzone: "you start on the edge and you end on your own".

Um legítimo álbum de moleques. Thank god!

Ten New Messages, The Rakes.

Após dois anos da estréia com o excelente Capture/Release, a banda volta com menos barulho, mais elaborada nos arranjos e incrivelmente despretensiosa.

Um dos grandes trunfos do Rakes é que, enquanto a maioria dos grupos parece querer revolucionar aquilo que já era batido nos tempos de Chuck Berry, eles querem apenas tocar seu som, e se rolar diversão, garotas e uma graninha, ainda melhor.

Quarenta minutos é o tempo que se leva para escutar Ten New Messages, e depois você vai querer escutar de novo, e de novo, e de novo... aí vai começar a questionar o que essa tosqueira tem de mais. E quando perceber que não tem absolutamente nada de mais, vai querer escrever sobre ele no seu blog para fazer com que mais pessoas sintam o mesmo.

Downloads:O Arcade Fire e o Bloc Party podem ser baixados no Arquivo M. Já o Klaxons e o Rakes, em ótima qualidade, estão disponíveis no Indie Nation.

Em Tempo: Este mesmíssimo post também está disponível no blog no My Space, como teste. Aos poucos, a idéia é aposentar essa bodega (Blogger sucks!) e atualizar somente lá.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 6:52 PM


Não enche!

Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007

 


O Mama Gumbo é uma banda com uma levada experimental, cheia de soul e funk. Perfeito para chacoalhar enquanto beberica-se uma legítima cachaça mineira.

Plastixidade é uma performance que ocorre durante o rapid eye(s) movement. Tire seu apanhador de sonhos de dentro do armário e bote-o pra funcionar.

Fora isso, ainda rola uma exposição de fotografias do Davilyn Dourado, alguns curtas e a discotecagem firmeza de um bando de malucos pervertidos.

Não perca essa fuzarca por nenhum motivo pronunciável.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 4:14 PM


Não enche!

Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007

 
... coisas que li ...

Nos últimos quinze dias, li algumas coisas bem legais.

A primeira dentre elas, foi o término da passagem de Brian Michael Bendis e Alex Maleev pela revista do Demolidor.

"O Dossiê Murdock" é o último e magistral arco de uma dupla que fez história - no sentido literal e figurado - com o cegueta da Cozinha do Inferno.

Rei do Crime, Elektra, Mercenário, Viúva-Negra, Luke Cage, Milla, Punho de Ferro, a nova Tigre(sa?) Branco(a?), Coruja, Enfermeira Noturna, Foggy Nelson, Ben Urich, um caminhão de ninjas do Tentáculo e alguns outros que provavelmente devo ter esquecido, dão as caras no mais recente tormento imposto a Matt Murdock.

Tudo é bem engendrado, está ali por um motivo, que remete a tantos outros, formando mais um excelente mosaico em forma de narrativa, que leva Murdock a mais um inferno pessoal de proporções dantescas.

Bendis amarrou tudo de modo a entregar a revista como se do zero ao seu sucessor Ed Brubaker.

Alguns podem achar que ele colocou o próximo roteirista numa verdadeira sinuca de bico, mas enxergo justamente o contrário. Restrigindo Murdock a um papel específico e consideravelmente restrito, as possibilidades que se abrem para a gama restante de personagens é enorme, e é essa ousadia o fator necessário para fazer com que aqueles que se maravilharam com o texto ágil e inteligente de Bendis permaneçam acompanhando o título.

Em outras palavras: depois de Bendis e Maleev desconstruírem o Demolidor como o herói arquétipo - que teve seu "auge" em A Queda de Murdock, de Miller e Mazzucchelli -, ninguém vai esperar menos de Brubaker e Lark. Eles tem a quase obrigação de colocar a casa novamente a baixo e reerguê-la do jeito mais competente possível.

Quando terminei de ler a série completa de Alias, tive vontade de queimar toda a minha coleção de X-men. Depois de ler o Demolidor de Bendis, fiquei com vontade de reler Alias.

Com exceção de "Para o Homem Que Tem Tudo" e "O Que Aconteceu com o Homem de Aço?", li todas as histórias deste Grandes Clássicos DC # 9: Alan Moore lançado há quase dois meses pela Panini.

Fora as citadas acima, as outras que já havia lido são "A Linha da Selva", "Passos", "Barro Mortal" e a óbvia "A Piada Mortal".

O meu maior deleite nestas pouco mais de 300 páginas foi a aventura em duas partes do Vigilante, "Dia dos Pais". Mantendo as características um tanto quanto "reaças" do personagem, Moore constrói uma baita história ao colocar Adrian Chase lado a lado com a hippie-fora-de-época Asfalto. As personalidades tão distintas, com o decorrer da trama, mostram-se bem mais parecidas do que se poderia presumir no início do relacionamento entre ambos.

E se este confronto de opostos já era ótimo por si só, ao acrescentar na 2ª parte a carta do pai para a filha, o roteirista faz com que eu comece a pensar no termo genial de quadros em quadros.

"Mogo não comparece às reuniões", "Breves Vidas" e "Na Noite Mais Densa" são outras pequenas pérolas que me chamaram a atenção, mas na verdade, tudo que está nesta edição tem uma qualidade invejável, o que a torna uma revista essencial em todos os aspectos possíveis.

A dica veio do amigo Luwig em seu The Pulse, e "À Queima-Roupa" não me decepcionou.

Greg Rucka, um dos responsáveis pela já saudosa Gotham Central - uma das melhores apostas da DC Comics nos últimos anos -, relata no livro a história do guarda-costas Atticus e da assassina profissional Drama.

Por uma série de fatos que vão se conectando mesmo que ocasionalmente, Atticus e Drama acabam por iniciar um relacionamento profissional, que vai mudar profundamente a ambos.

A minha super-síntese do plot pode aparentar que o livro não seja lá grande coisa, mas o enredo que vai te envolvendo aos poucos e cada vez mais rápido, é muito bom. Há passagens que fazem com que você seja obrigado a ler no mínimo mais cinquenta páginas antes de se dar por satisfeito.

Por sinal, uma dessas boas partes pode ser conferida na íntegra no supra-citado The Pulse, no post de 13 de dezembro.

Caso se interesse, o melhor preço a que se pode encontrar o livro é por módicos R$ 9,90 na Cia. dos Livros.

Eles demoram cerca de dez dias corridos para realizarem a entrega, mas o preço compensa.

Trilha-sonora: "Weekend in the City", o novo álbum do Bloc Party.

Apesar de bem legal, assim como o primeiro dos caras, tem algo que não consigo precisar, mas que não me deixa ficar muito à vontade com ele.

Tem vários sons horrorshow, como por exemplo as duas primeiras, Song for Clay e Hunting for Witches, mas é um daqueles discos que preciso escutar lavando a louça para saber se é bom de verdade (um dia desses explico em detalhes o teste da louça).

Mas a verdade é que depois de escutá-lo escrevendo este post, ele começa a soar bem mais prazeiroso a meus ouvidos catequizados pela Bíblia de Neon.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 6:12 PM


Não enche!

Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007

 
A Bíblia de Neon


Após uma espera nem tão longa assim, chegará em março nas lojas de boa parte do planeta, o novo álbum do Arcade Fire, Neon Bible.

Faltando aproximadamente trinta dias para a ascenção, ops, para o lançamento, o sucessor do fabuloso Funeral já está a deriva pela grande rede, somente aguardando que os dignos, dotados de bom coração e necrosados fígados, o baixem para suas demoníacas máquinas cheias de pornografia e software piratas.

Neon Bible é um apanhado de 11 canções que muito provavelmente estará em várias listinhas de melhores ao final do ano.

Não que eu seja uma daquelas pessoas difíceis de se conquistar na primeira escutada - se bem que faz um tempo que isso não ocorre -, mas em menos de 4 minutos e 11 segundos, que é a duração da primeira faixa, Black Mirror, já estava tudo completamente dominado por esses lados.

Neon Bible é um disco do caralho!

Tudo que havia de espetacular em Funeral, também está presente aqui. O clima agridoce (nóofa!), os sons indefiníveis que podem vir de pianos, orgãos, cravos ou de algum outro instrumento perverso de terras canadenses, aquela sonoridade de orquestra, com canções simples, batidas despretensiosas, que vão se transformando estrofe após estrofe, crescendo exponencialmente até explodir como uma festa dentro dos seus ouvidos.

É, o Arcade Fire voltou como os pregadores que são, e reverenciar, louvar e seguir a sua Bíblia de Neon não é opcional!

O download do disco completo pode ser feito atráves do blog Arquivo M, do sempre antenado Marcus Pessoa.

Fora que vale e muito a pena ler as impressões dele acerca do álbum, além de dar uma fuçada em outras preciosidades disponíveis por lá.

Para fechar, o início de The Well and The Lighthouse:

I'm serving time
all for a crime I did commit.
You want the truth?
You know I'd do it all again.
Left for dead, heaven is only in my head!

I heard a voice
calling from down inside a well.
"See that silver shine?"
she said to come claim what was mine.
So down I fell, down into the water black.
My prison cell, only the moon was shining back!

If I semm lost, well I weighted the cost
and chose my crime -
now it's mine all mine!


Para conferir todas as letras do disco, confira o hotsite oficial da banda, Neon Bible.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 4:04 PM


Não enche!
 

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"i'm paranoid, but i'm not an android"