
RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:03 PM
Não enche!
Sexta-feira, Julho 28, 2006
humpf!
Superman - O Retorno é um filme que começa bem, e que já tem nos créditos um grande momento, devido ao antológico tema composto por John Williams para a versão de 1978.
Depois disso, a mediocridade vem aos borbotões.
Começa com um Kevin Spacey que não interpreta Lex Luthor, mas sim Gene Hackman como Luthor. Ele é tão mal-aproveitado quanto no longa-metragem original, com o porém de que normalmente deve-se aprender com erros passados. Como este é uma continuação direta de Superman - O Filme e Superman II, Bryan Singer deveria ter aprendido algo com os erros do diretor Richard Donner. E é exatamente aí que começa o problema.
Que a primeira aparição pública do Super-Homem - depois de cinco anos - seja salvando um avião e um ônibus espacial, nada mais justo, já que o mais chamativo poder do personagem sempre foi voar. Já a mesma piada sobre "ainda a forma mais segura de se voar" e Lois Lane desmaiando, ambas no final da sequência, é um pouco demais, mas também nada que faça você amaldiçoar o Clã Singer.
Quanto ao plano de Luthor... misericórdia! O cara não quer dominar o mundo, mas sim ganhar grana, e para isso planeja inundar boa parte da Terra, e no processo criar um condomínio kryptoniano para lotear e vender a preços altíssimos aos bem de vida. Faça-me o favor, quem iria pagar para viver naquela rocha tosca aonde sequer a luz do sol batia? Mas que diabos de plano é esse?
E a interação do Super com Luthor? Cerca de dez minutos nos quarenta últimos do filme, assim como aquele lá de 78.
Singer não aprendeu com os erros de Donner e fez o pior longa-metragem de sua curta carreira.
Comprei recentemente os dois dvd's do desenho Liga da Justiça: Sem Limites por um preço bem bacana. Fuçando pela net ainda dá para encontrá-los por cerca de 20 pilas.
Salvando o Mundo traz o primeiro episódio da temporada (que conta com as estréias de Arqueiro Verde, Capitão Átomo e Supergirl), Rapina & Columba e Brincadeira de Criança (este é sensacional).
Já Forças Unidas consegue ser ainda melhor com dois dos meus favoritos:.Para o Homem que Já Tem Tudo e A Maior História Jamais Contada. O primeiro é a fantástica adaptação da história escrita por Alan Moore em que Batman, Super-Homem e Mulher-Maravilha tem que encarar Mongul. Já o segundo é o episódio protagonizado pelo Gladiador Dourado.
Bem, nem faz muito sentido ter falado do desenho da Liga, mas como paguei 12 reais no ingresso para o filme do Super e 15 num dos dvd's, já dá para imaginar qual custo-benefício é o mais recomendado.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:45 PM
Não enche!
Quarta-feira, Julho 26, 2006
new order em novembro
É... agora está confirmado até no site oficial dos caras.
A banda toca em São Paulo nos dias 13 e 14 de novembro, no Via Funchal; e no Rio de Janeiro no dia 16, na Fundição Progresso.
How does it feel?
Em minha opinião...
I used to think that the day would never come.
That my life would depend on the morning sun...
E no melhor início de uma letra deles...
Nothing in this world
Can touch the music that I heard,
When I woke up this morning.
It put the Sun into my life,
It cut my heartbeat with a knife,
It was like no other morning.
É... um legítimo dream attack.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:46 PM
Não enche!
Segunda-feira, Julho 24, 2006
pesquisa
Era seu último cigarro.
Alguma coisa entre o fogo do isqueiro e o seu primeiro trago o fez pensar nisso. Apenas um instante em que a mente não tinha nada melhor para fazer.
Continuou subindo as escadas, nem mais lembrando do elevador quebrado. Quando voltou a proferir os xingamentos de antes, percebeu que havia chegado ao oitavo andar.
Mal tocou a campainha do oitenta e cinco e a porta se abriu.
Zoid o cumprimentou e fechou a porta atrás deles. Dando uma volta e encostando duas vezes o polegar direito na fechadura.
Então lhe entregou um crachá com o nome Doni escrito e pediu para colocá-lo num lugar visível. O bolso esquerdo parecia o mais apropriado e foi o escolhido.
Todos estavam na cozinha. Alguns rostos conhecidos, outros indiferentes. Fez uma saudação genérica que sequer mereceu resposta.
Cinco comprimidos foram colocados em sua mão, seguidos de um comentário como se tivesse aparecido bem na hora. Jogou os pequeninos de lorean brancos na boca, e com um copo de vodka e limão que alguém lhe deu, engoliu tudo.
Não esperou nenhuma explicação - como vários outros fizeram - e foi para a sala, sentando-se no primeiro sofá que encontrou.
Encheu o copo com uma garrafa que estava na mesa de centro e de repente notou que não estava mais com o cigarro. Não se lembrava de tê-lo apagado, de ter entrado com ele ou ter entregado a qualquer um.
Ficou com isso na cabeça por minutos, talvez horas, e só aí sacou que já havia voltado no tempo.
A costumeira tontura inicial não o incomodou, mas o cheiro que invadiu seu corpo e que reavivou suas lembranças o fez tremer.
Nunca iria se acostumar, ainda mais que a cada nova viagem, algo diferente e aterrador acontecia, dando a eles exatament o que queriam.
Sorriu ao ver sua mãe cozinhar, mas cansou rápido daquilo e foi dar uma volta pela casa.
No quarto de usa irmã, seu pai tentava acordá-la, passando suas mãos por seu corpo, enfiando os dedos por dentro de sua calcinha, com uma expressão de dor e prazer que transmitia uma loucura quase palpável.
Deixou-os em sua estranha dança e parou à frente de seu antigo quarto.
Era escuro, feio e fedia. Tinha o aspecto de um cinema pornô, com a beleza de um corpo em decomposição servindo como uma adocicada cobertura de desespero.
Tentou entrar nele em vão. Não poderia passar do batente nem se sua vida dependesse disso.
Não tinha mais cigarros, as lágrimas escorriam e ele só queria sair dali.
Se escondeu no banheiro, agachado entre a pia e a parede, com as mãos em xis contra o peito.
Não notou quando o teto começou a derreter, e os pingos de argila cobriram sua cabeça. Não tinha mais voz, ou nenhum sentido que pudesse usar. Só sobrara um crachá sem nada escrito, que ficava ali, vigiando-o silenciosamente.
Em algum momento após estar imerso em ruínas líquidas de seu próprio medo, abriu os olhos que não havia fechado por um minuto e viu Zoid ajoelhado diante dele.
Elogiou mais aquele trabalho bem-feito e lhe entregou um envelope. Acompanhou-o até a porta e se despediu.
O elevador estava funcionando e não precisou descer pelas escadas.
Tirou uma nota de cinquenta reais do envelope e jogou o envelope vazio num cesto de lixo próximo..
Colocou a nota no bolso direito da camisa e achou um maço de cigarros. Acendeu um quando passou pela portaria, dando o primeiro passo na rua. No segundo, leu um nome estranho num crachá pendurado em sua camisa.
Jogou-o no chão e continuou andando, fumando seu primeiro cigarro
RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:19 PM
Não enche!
Sexta-feira, Julho 14, 2006
Aproveitando a estréia nos cinemas brasileiros do novo longa-metragem do Homem de Aço, o Universo HQ preparou um Super-Especial com o herói.
Fora uma crítica sobre o filme, que havia sido publicada semana passada, há também uma relação dos 10 grandes momentos do Azulão nos quadrinhos.
Acho essa relação bem discutível, já que não contém nenhuma das duas clássicas tramas escritas por Alan Moore: Para o Homem que Tem Tudo e O Que Aconteceu com o Homem de Aço?.
Por sinal, na parte dos reviews, eu faço Superpowers # 21, da editora Abril, que traz ambas as histórias.
E o Especial de Resenhas ainda tem mais 39 revistas metodicamente destrinchadas. Entre estas, outras duas são de minha autoria.
O Super-Homem pode não ser um de meus personagens prediletos, mas que tem algumas excelentes aventuras, isso é verdade.
Para o alto e avante, rumo ao cinema mais próximo.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:44 PM
Não enche!
Terça-feira, Julho 11, 2006
Syd Barrett [1946-2006]
Morreu na última sexta-feira Syd Barret, devido a complicações derivadas da diabetes.
Para os viajantes, Barrett foi o primeiro vocalista, guitarrista, compositor e grande mente por trás do Pink Floyd em seus primeiros anos.
É dele toda a concepção do primeiro álbum da banda, e não por acaso um dos melhores de todos os tempos, o extraordinário The Piper at the Gates of Dawn.
Pouco tempo depois do lançamento do disco, no ínicio de 1968, ele seria expulso da banda, uma vez que seu recorrente uso de lsd, entre outros alucinógenos, provocava um comportamente psicótico cada vez mais perigoso.
Boa parte desse parágrafo acima é mera especulação, uma vez que a história tanto de Barrett com as drogas, quanto com os outros membros do Pink Floyd, é até hoje envolta numa aura de mistério.
Em 1969 ele lançaria seu primeiro disco solo, o excelente The Madcap Laughs, e em 1970, outra pequena obra de arte chamada simplesmente Barrett.
Desde então, pode-se dizer que a vida de Syd Barrett tornou-se uma lenda entre os admiradores de sua incontestável genialidade, que vira e mexe criavam alguma teoria tão alucinante quanto suas músicas, para explicar o que ele andava fazendo ou o porque de ter ficado do jeito que ficou.
Banalidades de lado, Syd Barrett pouco produziu em quantidade, mas com os três discos supracitados - sem contar outras faixas perdidas em coletâneas e caixas lançadas mundo afora - cravou seu nome na carne e na alma de amantes de boa música em todo o mundo, e talvez até além dele.
Pensei em colocar aqui a lindíssima letra de Shine On You Crazy Diamond, mas preferi ficar com a de Dark Globe.
Uma pequena homenagem a esse notável ser.
pussy willow that smiled on this leaf?
When I was alone you promised the stone from your heart
my head kissed the ground
I was half the way down, treading the sand
please, please, lift a hand
I'm only a person whose armbands beat
on his hands, hang tall
won't you miss me?
Wouldn't you miss me at all?
The poppy birds way
swing twigs coffee brands around
brandish her wand with a feathery tongue
my head kissed the ground
I was half the way down, treading the sand
please, please, please lift the hand
I'm only a person with Eskimo chain
I tattooed my brain all the way...
Won't you miss me?
Wouldn't you miss me at all?
Gostaria de poder responder a esta última pergunta, mas não creio que tenha o direito.
Boas fotos e informações podem ser conferidas no site A Fleeting Glimpse.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:23 PM
Não enche!
Sobre cabeçadas, cavalos e galáxias distantes
Sou um puta fã do futebol do Zinedine Zidane, e se você acha que uma cabeçada numa final de Copa do Mundo é motivo para eu deixar de sê-lo, está muito enganado.
Tem que ser muito sangue no zóio pra dar um golpe daqueles, e em minha opinião, é uma despedida em grande estilo.
Como não poderia deixar de ser, as homenagens ao maestro Zizou multiplicam-se pela grande rede.
Fora os dois gifs animados aí abaixo, ainda há o fodíssimo jogo Acerte o Materazzi.
Allez, les Bleus!

Como meu aniversário está chegando, quem quiser me presentear e ao mesmo tempo conquistar minha admiração eterna, pode comprar um legítimo Horse Head Pillow da Kropserkel.
Se você achou que era uma réplica de uma famosa cena de O Poderoso Chefão, acertou.
Se você não sabe o que diabos é isso - arrependa-te e queima, infiel -, clique aqui.
Fiquei sabendo da paradinha graças ao Luiz Antônio Riff do no mínimo.

Além de ser uma das boas músicas do ano, a performance de Crazy no último MTV Movie Awards contou com um figurino para lá de caprichado.
Confira o vídeo batutíssimo da apresentação do Gnarls Barkley no You Tube.
Que o groove esteja com você.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 8:54 AM
Não enche!
Sábado, Julho 08, 2006
Mais um sábado brabo.
Se eu ainda tivesse neurônios, provavelmente assaria alguns pra servir como tira-gosto.
Ah, vai passar hoje à meia-noite no SBT, Superman - O Filme.
Para o alto e... acho que vou dormir no banheiro.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 10:54 AM
Não enche!
Quinta-feira, Julho 06, 2006
"Depois de um tempo, segui em direção ao ginásio. Ia esvaziar meu armário. Não haveria mais exercícios para mim. As pessoas sempre falavam do cheiro limpo e gostoso de suor fresco. Deviam era pedir desculpas por dizerem tanta bobagem. Ninguém nunca falava do cheiro limpo e gostoso de merda fresca. Não havia nada mais glorioso que uma boa merda fruto da cerveja - digo, aquela merda que se caga depois de uma noite bebendo vinte ou 25 copos. O odor de um cocô de cerveja dessa categoria se espalha pelo ar e fica vivo por uma boa hora e meia. Faz com que você se dê conta de que realmente está vivo."
Henry Chinaski em Misto-Quente, de Charles Bukowski.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:36 PM
Não enche!
Sábado, Julho 01, 2006
cinco discos de dois mil e seis
O objetivo era fazer um post mais elaborado, coisa e tal, mas como hoje é o primeiro dia do mês, estou abarrotado de trabalho (às vezes isso acontece) e para completar tem jogo do Brasil, vou apenas colocar aqui os links para download de cinco excelentes discos lançados neste ano.
The Streets - The Hardest Way to Make an Easy Living:
[Parte 1] & [Parte 2]
[Hip hop de primeiríssima. Além de ótimas bases e harmonias, tem letras que valem uma conferida]
Gnarls Barkley - St. Elsewhere:
[Parte 1] & [Parte 2]
[Outro hip hop de responsa. As faixas Gone Daddy Gone e Crazy já figuram entre as melhores do ano]
Secret Machines - Ten Silver Drops:
Arquivo Único
[Os caras fazem um som que tem um Q de Pink Floyd, mas que mistura o progressivo com guitarras mais - digamos - atuais]
Sonic Youth - Rather Ripped:
[Parte 1] & [Parte 2]
[O mais recente álbum do Señor Thurston Moore e família parece ser uma volta aos grandes momentos da banda. Fodaço!]
Yeah Yeah Yeahs - Show Your Bones:
[Parte 1] & [Parte 2]
[Não gosto do primeiro deles, mas esse é qualquer coisa de acachapante. Outro fodaço!]
Talvez segunda-feira eu dê uma editada no post.