Videodrome

 
             

   
 
 

Quarta-feira, Junho 28, 2006

 
Frases Batutas de Seres Surreais

"Odeio a pureza, odeio a virtude. Não quero que exista virtude alguma em parte nenhuma. Quero que todos sejam corruptos até os ossos." [de um certo Wiston Smith]

"Todas as drogas do mundo não podem nos salvar de nós mesmos." [pregadores com complexo de superioridade]

"Eu não aguento mais sexo com compromisso." [de uma mina aí]

"Eu não aguento tanto compromisso por causa do sexo, dá muito trabalho!" [a mesma mina, um pouco mais elaborada]

"Eu não faço sexo por compromisso, mas acho que eu preciso perder a barriga." [a mesmíssima mina, perdendo um pouco o foco]

"Chega de sexo toda a hora. Quero é caminhar na orla." [agora a mina despirocou numa trip leminskiana]

"Rua 42... mulheres com seios de fora, mostrados em cartazes e folhetos nas calçadas. Ofereceram-me amor sueco e francês... mas amor americano não. Amor americano... é como coca-cola em garrafas verdes... eles não fazem mais." [um cara fodão]

"Eu quero esfregar a face humana em seu próprio vômito, e forçá-la a se olhar no espelho." [um cara fodido]

"Assim como o truste, a sonegação de impostos e a apropriação indébita, os crimes psicodélicos parecem ser um mal das classes mais abastadas." [um doido varrido]

"Continuará havendo açúcar, depois da Revolução?" [uma doce égua]

"Eu sou de boa, mas o mundo ta cheio de xarope por aí." [um nobre pederasta]

"Vodu não é pra jacu." [um rachador]

"Eu converso com Deus, mas o céu está vazio." [uma louca que rima]

"Na minha opinião, nós não desenvolvemos pesquisas científicas suficientes para encontrar a cura para os idiotas." [um psicopata em potencial]

"A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena." [Deus]

RICARDO MALTA BARBEIRA - 10:14 AM


Não enche!

Segunda-feira, Junho 26, 2006

 
A linha que separa candidato de presidente é imaginária

Ontem na Folha de S. Paulo, foi publicada uma entrevista com o Ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro.

Apesar de concisa, as questões que o Ministro levanta acerca da tão necessária reforma política - entre outros temas pertinentes, como essa tremenda leviandade que envolve todas as reeleições, que é o que intitula o post - são muito pertinentes.

Tarso Genro, a meu ver, é um dos poucos petistas que parece ter amadurecido de maneira positiva nos últimos anos.

Suas idéias são claras, e ele não tem medo de assumir que certas posições que possuía anteriormente, não se aplicam mais ao momento atual.

Como bom pokemón, o lema é evoluir sempre.

Para ler a entrevista, acesse o site da Folha de S. Paulo (para assinantes do jornal ou do UOL), ou vá até Solobonite.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:26 PM

Não enche!

 
sober

Ainda falando no final de semana, se houvesse uma música que pudesse ser a sua trilha-sonora seria Sober, do Tool.

Se o refrão dela já é uma paulada:

Why can't we not be sober?
I just want to start this over.
Why can't we drink forever.
I just want to start this over.


A estrofe seguinte é coisa de autobiografia:

I am just a worthless liar.
I am just an imbecile.
I will only complicate you.
Trust in me and fall as well.
I will find a center in you.
I will chew it up and leave,
I will work to elevate you
Just enough to bring you down. Trust me.


Direcionado aos filisteus de praxe, seguem os links para download da versão original do álbum Undertow; de uma excelente versão demo de um disco perdido por aí; e uma gravação ao vivo de 17/12/1996 no Huntridge Theater, em Las Vegas.

Enjoy and stay sober.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:00 PM

Não enche!

 
Este final de semana foi um daqueles especiais, em que dormi mais do que fiquei acordado.

Uma grande parte disso deve-se ao fato de como sempre eu ter exagerado em minhas comemorações pós-jogo do Brasil.

Não que eu seja um torcedor fanático pela seleção canarinho - como até acho que deixei bem claro num post recente -, mas é que a esbórnia completa e absoluta que esses dias de Copa do Mundo propiciam, não é algo que possa ou deva ser desprezado.

Comecei falando desses meus três dias na terra dos sonhos somente para dizer que me inspirei de uma maneira torpe e tenebrosa para esta última semana de junho.

Pretendo voltar de vez ao ritmo tosco de outrora, postando - enfim - regularmente.

Para começar, nada melhor do que emular/copiar/roubar o que alguém escreveu, e aproveitar para avisar os companheiros de canudo e de luta:

Notas do submundo da Paulicéia

A polícia de SP diz que o PCC, em busca de maiores margens de lucro, anda misturando a cocaína a moldes jamais vistos, quer dizer, jamais cafungados: seis porções de mistura (mármore, açucar, clorydrato de lydocaina, etc) para uma de pó. Esse pó já é chamado na noite de Sampa de "mata o véio".

A tal da banda podre da polícia paulista cobra, mensalmente, R$ 5 mil de pedágio para deixar funcionar, na boa, inferninhos da rua Augusta e da região central de São Paulo, a chamada "Boca do Lixo" .

Publicado por Xico Sá na Ponte aérea/SP.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 8:56 AM


Não enche!

Quinta-feira, Junho 22, 2006

 
Cinco Parágrafos

Houve uma vez que cheguei tão zuado em casa, que não consegui abrir a porta da sala. Aconcheguei-me à minha cadela - de nome Madonna - e adormeci ali mesmo, em sua companhia. Esquecido pelos vivos, abraçado pelos sonhos e lambido por uma fêmea com vários pares de tetas.

Em outra oportunidade, numa manhã de segunda-feira, tranquei-me no banheiro e abracei a privada. Poucas vezes tomei um porre tão sacramentado. O refluxo etílico era extremo e somente um pensamento passava por minha entorpecida mente: "ah, eu não trocaria isso por nada".

Num certo domingo fui ao aniversário de um amigo, e bebi mais tequila nesse dia do que em todos os outros - somados - de minha vida. Fedia a álcool, falava impropérios e agia como um completo imbecil. Foi um daqueles momentos que me recordo com bastante carinho.

Com mais dois camaradas, caminhei num sábado à noite pelas ruas de um bairro em que eu morara até pouco tempo. No caminho encontrei outros rostos conhecidos, e dividimos o costumeiro veneno que de tão inoculado, já fez nossos corpos produzirem seu próprio antídoto. Nunca esquecerei da Ypióca com licor de menta que abasteceu boa parte de meus movimentos e que umedeceu tão bem os neurônios secos que trazia comigo. Dormi numa casa que não era a minha, tomei banho num chuveiro de onde saía areia e numa cama que não me pertencia, vomitei todo o passado que não mais me interessava.

Meu pai me levou a Alphaville, a um churrasco de um pessoal do seu trabalho. Conhecia certos tipos que ali estavam, e me empanturrei como pude de carne sangrando e de pães deliciosamente imersos em alho. Também tomei pela primeira vez uma cerveja. Se eu fosse uma garota, diria que várias outras seguiram aquele hímem rompido. Como sou um garoto, digo que acordei com uma inexplicável e aterrorizante dor de cabeça. Minha mãe não demorou em dizer que aquilo era o que os intelectuais chamam de ressaca. Eu costumo chamar aquilo de 'certeza de um trabalho bem feito'.

Espero que amanhã eu possa acrescentar a esse post mais um parágrafo. Ops! Agora são seis!

RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:59 PM


Não enche!

Sábado, Junho 17, 2006

 
Já que estou há um certo tempo postando em intervalos cada vez maiores, e pra completar, textos de qualidade e relevância (cuma?) discutíveis, havia planejado para hoje um razoável retorno.

Como não saí ontem para uma noite pecaminosa, cheguei hoje ao trabalho com os neurônios funcionando num ritmo alucinante, e voltar com tudo à blogosfera parecia ser inevitável.

Eis que então entro na homepage do iG e dou de cara com a notícia de que o Bussunda morreu na Alemanha.

O humorista do Casseta e Planeta foi vítima de um ataque cardíaco fulminante enquanto jogava uma partida de futebol.

Admito que nos últimos tempos - anos, na verdade - não vinha assistindo ao programa da trupe, mas houve época em que não vê-lo era o mesmo que sair com os amigos e ficar tomando Kronenbier.

Sei lá, posso estar ficando com a alma velha e cansada, e com um coração cada vez mais entupido e ranheta, mas uma boa parte - se não toda - da graça dessa Copa do Mundo foi-se com a morte do Grande Bussunda.

Costumo torcer pela equipe que joga o futebol mais bonito/instigante, pela seleção que representa uma nação mais humilde ou até por aqueles times que tem jogadores com nomes curiosos, e posso afirmar com muita convicção que quero que essa copa se exploda.

Foda-se o Hexa, foda-se a seleção brasileira e foda-se o Galvão Bueno.

Eu trocaria essas cinco estrelas que não significam porra nenhuma por cinquenta minutos de piadas desse gordo safado numa terça-feira qualquer.

Cheers, señor Bussunda.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 11:10 AM


Não enche!

Segunda-feira, Junho 12, 2006

 
Aos poucos as coisas voltam ao normal... ou não.

Segue um poema bem curto de Charles Bukowski (no original e numa tradução qualquer):

Cause and effect

the best often die by their own hand
just to get away,
and those left behind
can never quite understand
why anybody
would ever want to
get away
from
them

Causa e efeito

os melhores geralmente morrem por suas próprias mãos
apenas para escapar
e aqueles que ficam pra trás
nunca conseguem compreender
por que alguém
iria querer
escapar
deles

RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:03 PM


Não enche!
 

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"i'm paranoid, but i'm not an android"