
A foto acima mostra uma menina sudanesa se arrastando em direção a um posto de alimentação, sendo providencialmente observada por um urubu.
Ela foi tirada pelo fotógrafo Kevin Carter, e acabou rendendo a ele o prêmio Pulitzer de 1994.
Supostamente o cara acabou não aguentando a barra de ter que responder a perguntas como "mas depois você ajudou a menina, certo?", ou, "você não fez nada?", e se suicidou em 94 mesmo, poucos dias antes de receber o prêmio.
Poderia (e na verdade deveria) escrever mais a respeito do dilema moral que ele encarou, ou mesmo sobre sua carreira, mas duas matérias que achei na net conseguem fazer mais justiça ao tema. Uma mais simples é esta aqui, e a outra, ótima por sinal, foi publicada há algum tempo no site no.
O grupo galês Manic Street Preachers também rendeu sua "homenagem" ao fotógrafo, com a música que leva o nome dele e faz parte do excelente álbum Everything Must Go. Segue a letra:
Hi Time magazine, hi Pulitzer Prize
Tribal scars in Technicolor
Bang bang club, AK 47 hour
Kevin Carter
Hi Time magazine, hi Pulitzer Prize
Vulture stalked white piped lie forever
Wasted your life in black and white
Kevin Carter
Kevin Carter
Kevin Carter...
The elephant is so ugly he sleeps his head
Machetes his bed Kevin Carter kaffir lover forever
Click click click click click
Click himself under
Kevin Carter
Kevin Carter
Kevin Carter
Em tempo: A primeira frase da letra, entre aspas, faz parte do poema Expostulation And Reply, escrito em 1789 pelo poeta britânico William Wordsworth. Pode-se encontrar outros textos dele aqui, e também no Garganta da Serpente.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:16 PM
Não enche!
Terça-feira, Março 29, 2005
Finalmente programas inéditos que fazem valer um pouco mais a pena o exorbitante valor que pago pela tv por assinatura.
Six Feet Under - A série terá a estréia de sua terceira temporada no próximo domingo, 3 de Abril, às 21:30 hs. no Warner Channel. Soube pelo SoBReCarGa.
Liga da Justiça Sem Limites - A nova temporada do desenho da Liga estréia neste sábado, 2 de Abril, às 14:00 hs. no Cartoon Network. Outros detalhes no Universo HQ.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:16 PM
Não enche!
Segunda-feira, Março 21, 2005
Antimatéria
Luiz Weis, num artigo para o Observatório da Imprensa, analisou de maneira interessante, e um tanto óbvia, a edição da semana passada da revista Veja.
Apesar de tê-la em casa há mais de uma semana, só fui ler neste sábado a matéria de capa sobre a relação entre as Farc colombianas e membros do PT.
Ridícula, para dizer o mínimo, a atitude da publicação, ao colocar em destaque algo que não diz a que veio, e que a rigor modo, nem chega a ser jornalismo sério.
No site oficial da Veja, pode-se conferir maiores informações sobre a referida edição.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:20 PM
Não enche!
Domingo, Março 20, 2005
Ontem, voltando do trabalho, enquanto ainda me recuperava da bebedeira de sexta à noite, tive uma repentina revelação. Normalmente a chamaria de epifania, que significa "aparição ou manifestação divina", mas como estava sóbrio, vou deixar quieto.
Bem, voltando ao ponto, a tal revelação envolve os últimos meses da minha vida e mais especificamente uma certa pessoa. Em decorrência disso, e possivelmente de outros fatores, comecei a apresentar certas paranóias específicas, e bem assustadoras, diga-se de passagem, que nunca tive antes. Conversei a respeito com alguns amigos, e entre cervejas e rabos de galo, percebi que falar ajudava muito, e é esta a razão destas linhas estarem sendo escritas numa noite de domingo.
Naquele momento exato, percebi que todas as insanidades que deixava passearem pela minha cabeça, não passavam de um monte de merda.
Especulações mirabolantes, cobranças sem sentido, uma sensação de derrota que não tinha razão de existir, e várias outras pequenas baboseiras que de vez em quando o meu cérebro coloca em primeiro plano. O problema é que este "de vez em quando" tinha se tornado uma constante, e ontem, tive a nítida sensação, de que não precisava mais daquilo.
Não sei dizer se aquilo que percebi tão instantaneamente, é totalmente real, e uma verdade pra mim daqui em diante. No entanto, posso afirmar com certeza que a partir daquele instante me senti diferente, e de um jeito bem legal. Continuo com todas as minhas usuais e agradáveis (porque não?) paranóias, mas aqueles lamentos tão típicos dos perdedores acabaram.
Estas linhas foram escritas porque me deu vontade de fazê-lo, e para dar um fim à viadagem.
* Enquanto as teclas eram digitadas, a trilha-sonora foi Razorlight, Depeche Mode, Faith no More, Seal e Manic Street Preachers.
Ainda no espírito, duas frases pra começar a semana:
"Todo minuto nasce um trouxa." -- Paper Collar Joe [incorretamente atribuido a P.T. Barnum]
RICARDO MALTA BARBEIRA - 11:27 PM
Não enche!
Quinta-feira, Março 17, 2005
Séries que assisto
Acho a grande maioria dos programas de televisão idiotas, inteligentes ou entediantes demais. E como sou chato além da conta, acabo pegando algo para ler, ou assistindo a algum filme que já vi umas trocentas vezes. Claro que há exceções, e a grande maioria são as chamadas sitcoms, ou séries.
24 Horas - A grande maioria conhece a série, que também poderia ser chamada de "O Show de Jack Bauer". A primeira temporada foi ótima, a segunda foi espetacular, a terceira foi boa, e a quarta, que estreou recentemente na FOX, começou bem mais empolgante do que a última. Isto devido à opção dos roteiristas (ou dos produtores) de dar mais ênfase à ação incessante, deixando o roteiro um pouco fraco, com aquela cara de coisa requentada. Desde que estreou, é a uma das duas melhores séries da televisão.
C.S.I. - A original, passada em Las Vegas, com o lunático Gil Grissom. Temporada após temporada os roteiristas não perdem o pique, e fazem um "show de morte" inspiradíssimo. Recentemente a série começou a passar na Record, às terças e quintas à noite, e é óbvio que é imperdível. Merece nota também a trilha-sonora dela, que além de contar com Who Are You do The Who na abertura, já tocou sons como Black Rebel Motorcycle Club, New Order, Sigür Rós, Clinic e mais recentemente U2, entre tantos outros. C.S.I. Miami e C.S.I. New York? Lixos, que não tem um pingo de charme.
Lost - Estreou há duas semanas na AXN e já é uma das favoritas. Um avião cai no meio do oceano, e os 48 sobreviventes ficam presos numa ilha praticamente à parte do mundo. Não dá pra saber se vai segurar o pique por muito tempo, mas a torcida é grande.
Família Soprano - A segunda família mafiosa mais firmeza do mundo voltou a passar no SBT, desde semana passada, às quintas, 9:15 da noite. Violência, sexo, drogas, e todas as pequenas maravilhas que fazem do ser humano a excrescência que é. Estão reprisando alguns episódios, mas pode ser que finalmente exibam a quarta temporada, até agora inédita na tv aberta.
The O.C. - Certo, é uma série podre, para adolescentes boçais. Mas como sou podre, boçal e adoro adolescentes (fêmeas), é a minha cara. Também tem inserções musicais ótimas, como um episódio inteiro com We Used to be Friends, do Dandy Warhols como pano de fundo, além de apresentações ao vivo de The Killers e The Thrills, entre outros. Ah, um dos personagens principais é fanático por histórias em quadrinhos, e num episódio, para se entender com o sogro, começa a citar os trabalhos do Brian Michael Bendis. Sensacional!
E.R. - Está na 11ª temporada, e já assisti a todos os episódios. Não é nem sombra do que já foi, quando no auge contava com George Clooney no elenco, além das participações especiais de caras como Ewan McGregor, mas ainda segura bem, ainda que com umas vaciladas de quando em vez.
Coloquei especificamente estas acima porque continuam sendo produzidas, ou ao menos passando episódios inéditos. As exceções são as excelentes The Shield e Deadwood, que tiveram suas últimas temporadas encerradas recentemente, mas que logo voltarão a ser exibidas.
Tem outras séries que assisto quando sobra tempo, ou quando tenho saco. É o caso de Gillmore Girls, The West Wing, Law & Order: Criminal Intent, Without a Trace, Third Watch, todas de Jornada nas Estrelas, entre outras que não devo estar lembrando agora.
Se fosse colocar outras que assisto quando sobra tempo, poderia citar a melhor de todos os tempos, Seinfeld, fora preciosidades como Um Amor de Família (Al Bundy é o cara!), Buffy, a Caça-Vampiros, Angel, Arquivo X, Millennium, OZ, O Desafio... nossa! Acho que poderia ficar falando de séries por muito tempo, e percebam que só falei de recentes, e nada das velharias como Contratempos, Planeta dos Macacos, Profissão: Perigo, Super-Máquina, Batman (santo buraco na rosquinha!), Trovão Azul, Casal 20... hum... apelei nesta última.
E nem falei de desenhos, tipo Os Simpsons, Futurama, Uma Família da Pesada... ah, chega! Melhor parar agora com esse post.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 9:55 AM
Não enche!
Segunda-feira, Março 14, 2005
Leseira Braba
Hoje tá foda. Depois de uma baladaça no sábado, que só acabou às 10 horas da noite de domingo, estou numa leseira inacreditável aqui no trampo. Pra completar mudamos de andar, e além de estar uma puta zona e daqui ser uma merda, não estou mais virado para Meca.
Após mais um final de semana, e com direito a um belo papelão de minha parte, sei lá, acho que consegui arrumar um pouco a minha cabeça perturbada. Bem, talvez seja só impressão.
Ah, de um modo ou de outro, que se dane! Sou um paranóico sem muitos escrúpulos mesmo.
***
Ao contrário deste post, que não tem nenhuma razão de ser, o Nemo postou no seu blog algumas coisas bem legais sobre trabalho ser uma merda. Todos os links para as fontes originais do assunto também estão por lá.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:44 PM
Não enche!
Sábado, Março 12, 2005
não me importo com as pessoas que me dizem o que sentir,
e perco a cabeça quando tentam me analizar.
se sou contraditório naquilo que penso,
também sou no que faço a cada momento.
não gosto de me lamentar o tempo todo,
ainda que tenha nascido já um perdedor,
e passado a maior parte de minha vida correndo,
atrás do que os outros sempre esperaram de mim.
não sou daqueles que vivem sonhando,
pois sequer sei o que é estar acordado.
prefiro um vinho seco e um cigarro aceso,
para fazer par com as outras criaturas da noite.
não estou dizendo nada que já não tenha sido dito,
por alguém que saiba se expressar melhor do que eu.
minhas dores são minhas e de mais ninguém,
assim como as suas que te fazem tão bem.
"17 de Julho de 2003. 20:37 hs - Escutando Johnny Cash"
RICARDO MALTA BARBEIRA - 3:20 PM
Não enche!
Sexta-feira, Março 11, 2005
... no meu discman...
Lifeblood - Lançado em Outubro de 2004, este é o sétimo álbum dos galeses do Manic Street Preachers.
Sucessor do espetacular Know your Enemy (2001), ele é bem menos agressivo que o seu antecessor. Com uma sonoridade que remete aos anos 80, sem cair no lugar-comum "retrô", tão em voga nestes dias, Lifeblood é um apanhado de doze canções que consegue acalmar o mais irado dos bufões.
Trocando em miúdos: É um disco de baladas, que tem uma primeira metade simplesmente perfeita, e que não é parecido com nada que se faça hoje em dia, ou que sequer possa já se ter escutado (pode parecer exagero, mas é que estou na febre)
1985, a primeira música, é uma das mais pessoais que os Manics já compuseram, além de musicalmente ter um dos mais lindos refrões dos últimos tempos:
Only sixteen years of age he said
See all the tears for the walking dead
We've realised there's no going back
We've realised there's no going back
Fora perceber que eles tinham dezesseis anos no referido ano, ainda dá pra tirar outro detalhe da letra:
Friends were made for life
Morrissey and Marr gave me choice
É, parece que os Smiths salvaram a vida de mais gente do que eu pensava.
A seguir chega The Love of Richard Nixon, que fala do mais do que óbvio ex-presidente americano, tem uma batida extremamente dançante, e é de uma nostalgia apaixonante.
Depois temos Empty Souls e A Song for Departure. A primeira tem todo o jeitão da banda, e a segunda é uma daquelas músicas inesquecíveis, com uma melodia que emociona. Segue a primeira estrofe e o último refrão:
For you, for another
Some calm and then some grace
But once within a long and broken night
A face like mine, bereft of dreams and white
This is a song, this is a song
a song for broken lovers
This is a song
This is a song, this is a song
a song to take you homewards
This is a song
This is a song, this is a song
a song to break your heart to
This is a song
Para fechar a metade inicial, a belíssima I Live to Fall Asleep e a quase "nervosa" To Repel Ghosts. Uma frase reveladora desta última, ainda que tirada do contexto:
A metade final também conta com preciosidades, como Fragments, Cardiff Afterlife e a maravilhosa e passional Glasnost.
As únicas com que ainda não simpatizei foram Emily e Always/Never, mas quem sabe o que mais algumas escutadas podem fazer.
Para fechar o post sobre um disco magnífico, que merece ser escutado e não lido, um trecho de Solitude Sometimes In:
Leave this world alone for me
The thing I need to hide behind
It reigns beneath my holy skies
RICARDO MALTA BARBEIRA - 8:37 AM
Não enche!
Quarta-feira, Março 09, 2005
Planeta X
Quando li a primeira parte da saga Planeta X, em X-men # 37, que tem a "reviravolta", não curti nem um pouco. Primeiro porque achei extremamente estapafúrdia o que o Grant Morrison estava fazendo, e segundo, porque vou necessariamente ter que reler todas as edições anteriores que contam com a presença do Xorn, para conferir se ele amarrou mesmo todas as possíveis pontas soltas.
Mas depois de ler X-men # 38 e 39, e faltando somente a última parte do arco, tenho que confessar que o Morrison é um filho-da-puta sensacional como poucos.
Ainda não reli as edições anteriores para ver se está tudo amarrado, e pra falar a verdade, agora nem me importo mais tanto com isso, porque o grau de excelência, insanidade e suspense que ele imprimiu nos últimos números é tão grande, que não tenho tempo a perder com melindres (no entanto, é certo que após a conclusão vou reler todo o trabalho dele à frente de New X-men).
Morrison transformou Magneto num ditador fanático, poderoso ao extremo e completamente impiedoso. O poder do cara, que já era enorme, ficou gigantesco devido ao uso da droga "porrada", e isto parece ter afetado bastante o já problemático cérebro do safado.
Nada de medidas paliativas, Magneto é um louco genocida que tem de ser morto antes que chacine todos os habitantes de Manhattan.
Também contribui muito para o roteiro a maravilhosa arte de Phil Jimenez.
Nunca fui muito fã do artista, mas o trabalho que ele está fazendo neste arco, pra mim, é muito superior ao de Frank Quitely ao longo do título. Adoro o trabalho do Quitely, tanto em New X-men, quanto em minisséries como Visões de 2020. Mas o que Jimenez fez, principalmente nas duas histórias da edição 39, incluindo a capa com Magneto (a primeira imagem do post), é no mínimo brilhante.
Morrison conseguiu me dar um senhor "cala a boca", depois de um início que me deixou indignado, e agora não consigo pensar em outra coisa que não seja a conclusão deste seu penúltimo arco à frente dos mutantes da Marvel.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 9:47 AM
Não enche!
Quarta-feira, Março 02, 2005
Ontem pude assistir novamente...

Lançado em 1969, o filme é dirigido por Sergio Leone, e tem como protagonistas Claudia Cardinale, Henry Fonda, Charles Bronson e Jason Robards.
Desde o início da fita, percebe-se que não se trata de mais um faroeste, mas sim de algo que parece transcender o gênero. A sequência inicial, de aproximadamente 14 minutos, parece uma ópera que começa lentamente e vai crescendo até explodir, resultando na violência que norteará toda a trama.
Nestes quatorze minutos, Leone abusa dos closes, de sons repetitivos, e de vários outros "truques" para criar o que é um dos momentos mais antológicos do cinema.

Uma curiosidade tosca sobre a cena é que o ator Al Mulock, um dos três atiradores que encontram Bronson na estação de trem, suicidou-se no set de filmagens.
O que vêm depois são quase três horas de pura arte. A magnífica interpretação de Henry Fonda como Frank, as ótimas cenas com Bronson e Robards, como Harmonica e Cheyenne respectivamente, e a estonteante presença de Claudia Cardinale como a "notável" Jill McBain.
Além de ser a única personagem principal com sobrenome (consta que no velho-oeste era difícil saber quem era o seu pai), ela nos agracia com um dos mais belos rostos já vistos. Quase sempre séria, com um ar de compenetrada, ela nos deixa mais e mais apaixonados a cada novo vislumbre de seus traços italianos perfeitamente esculpidos. É poesia pura. Sem exagero.
Fora a beleza, Cardinale também é competente em sua atuação, apesar de em alguns momentos fazer umas canastrices. Coisa que passa longe de Fonda, que é magnífico e aterrador do início ao fim.
O filme não ganhou inúmeros prêmios, e Sergio Leone não é um cineasta venerado, mas ainda assim consegue provar em cada um de seus 165 minutos a verdadeira obra-prima que é, merecendo ser visto por qualquer um que aprecie o cinema feito com verdadeiro amor.
Como muitos já o descreveram, inclusive seu diretor, é uma dança da morte. Belíssima por sinal, mas que só pode ter um fim.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 9:09 AM
Não enche!
Terça-feira, Março 01, 2005
Preciso salvar-me de mim mesmo.
Preciso fugir deste corpo.
O medo continua por aqui,
e permanecerá enquanto eu existir.
Todo esse receio é tolo,
fruto de um momento de fraqueza,
eterno numa mente perturbada,
fraco como um sonho relembrado.
A certeza vai voltando em gotas tão pequenas.
Sanidade preenchendo as lacunas.
Algum sorriso esboçado,
uma confiança estéril que retorna.
As palavras diminuem o sofrimento,
aplacam essa vontade de chorar,
renovam uma esperança quão ignóbil,
aproximam a felicidade para cá.
Preciso parar e ficar parado.
Preciso não ter mais a necessidade,
de escrever para me proteger,
e de esperar proteção nas entrelinhas.
"31/12/04 - 2:33 hs"