Os X-men de Morrison
Li no último final de semana o arco Ataque ao Arma Extra.
Publicado de X-men # 34 a 36, da Panini, é uma história em quatro partes bem meia-boca.
Grant Morrison introduz vários elementos que acabam ficando um tanto inteligíveis. Ao ler a 2ª e a 3ª parte da trama, é difícil não se sentir meio que por fora de tudo que está acontencendo.
O que também contribui para isto é a arte de Chris Bachalo, que está muito, mas muito confusa. Os desenhos por vezes escuros demais e por outras exageradamente poluídos.
Tem algumas boas sequências de ação e alguns diálogos batutas, mas a coisa mais legal (que se enquadra na parte dos "diálogos batutas") é o papo de boteco entre Logan e Scott Summers no primeiro número, que já havia sido devidamente publicado pelo Luiz no saudoso Cag@mba.
Apesar de vários defeitos, está anos-luz à frente de qualquer coisa que o roteirista de novela mexicana Chuck Austen consiga produzir. Isto não é lá grande coisa, mas ao menos salva a revista da mediocridade total.
Quando se lê algo escrito pelo Morrison, e vem à cabeça todas as coisas que o cara já produziu, a expectativa é sempre de que seja algo muito acima da média, o que não é o caso neste específico arco dos X-men.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:06 PM
Não enche!
Últimas Resenhas do Ano
Saiu no Universo HQ as últimas resenhas de quadrinhos do ano.
Entre elas tem a de Grandes Heróis Marvel # 22, da Abril, feita por mim.
Uma ótima edição que tem como protagonista o Demolidor e como coadjuvante o Wolverine.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:03 PM
Não enche!
Mais imagens de Sin City

Acabei de ver no SoBReCarGa as mais recentes imagens da adaptação para a tela grande de Sin City.
Todas as fotos dos atores devidamente caracterizados são ótimas, mas a melhor na minha opinião é esta acima, com a delicinha Alexis Bledel.
Ela interpreta a personagem Rory no seriado Gilmore Girls (Warner/SBT), e tem um jeito de ninfeta topa-tudo sensacional, deixando este pobre infeliz completamente chapado.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 11:32 AM
Não enche!
Sábado, Dezembro 18, 2004
Fuck the Christmas Fest
Este festival com nome espirituosíssimo rola amanhã, com direito a show da banda dos camaradas Mauro e Batô, o Vomepotro.
Pelo nome já dever ter dado para perceber que o som deles é um death-splatter, no melhor estilo Cannibal Corpse, mas os caras também tem bastante influência de Deicide, Obituary e de Napalm Death.
O som extremamente violento com letras das mais nojentas poderá ser conferido neste domingo, 19 de Dezembro, a partir das 15 horas, no seguinte local:
S.E.R. Vila Maria
Rua Profª Maria José Barone Fernandes, 483.
Vila Maria - São Paulo
A entrada custa R$ 5,00, e além do Vomepotro, também rolará shows do Oligarquia, Side Effect, Infamous Glory e Blood Trail. Todas variando entre thrash, death e black metal, no melhor estilo metal extremo.
Para maiores informações, acesse o site do Lê Rock Bar, que será o fornecedor de Domecq oficial do evento.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 10:37 AM
Não enche!
Sábado, Dezembro 11, 2004

The Downward Spiral - Simplesmente um dos 10 melhores discos que já escutei em minha vida.
Trent Reznor, o homem por trás do Nine Inch Nails, realizou neste álbum sua obra máxima, e convenhamos que é praticamente insuperável.
É bom frisar que trata-se de um álbum conceitual, que segue a linha de uma pessoa à beira de um colapso (ou algo que o valha), que acaba se matando ao final (ao menos esta última parte é o que sempre interpretei).
Sem exceção, todas as músicas são espetaculares. Da instrumental A Warm Place à chapante The Downward Spiral, passando pela contrastante Piggy, todas parecem sons feitos pelo demônio.
Não seria necessário destacar pontos altos, mas vá lá: Closer é "a canção" do NIN por excelência, e não é a toa. É psicótica, é delirante, é sexy, é suja, é angustiante...
March of the Pigs e Big Man with a Gun são as duas pauleiras do disco. A primeira é um esporro que fará parte do repertório dos shows da banda até o final dos tempos, e a segunda, com participação de Tommy Lee (Motley Crüe) nas baquetas, é igualmente feroz.
Mr. Self Destruct, Ruiner e The Becoming dão uma boa idéia do que é o som do NIN. Eletrônico, barulhento, guitarras distorcidas, vocais berrados... orgamos múltiplos à cada nota.
Heresy é a música profana por excelência. Como é cantado no refrão: "Your god is dead, and no one cares. If there is a hell, i'll see you there".
Para fechar o post, só poderia usar a estrofe inicial da magnífica Hurt, a "balada" que fecha o melhor álbum do ano de 1994:
To see if I still feel
I focus on the pain
The only thing that's real
The needle tears a hole
The old familiar sting
Try to kill it all away
But I remember everything
***
Em tempo: No site oficial do Nine Inch Nails, Trent Reznor postou uma nota singela sobre a morte de Dimebag Darrel (ex-Pantera), ocorrida esta semana. Clique aqui para lê-la.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 11:27 AM
Não enche!
Quinta-feira, Dezembro 09, 2004
Pizza HQ
Ontem rolou no Shopping Paulista um encontro de fim de ano de sócios e colaboradores do Universo HQ.
Em meio a rodízio de pizzas e várias brejas, estavam por lá Sidney Gusman, Marcelo Naranjo, Sergio Codespoti, Marko Ajdarik, Luciano Guerson, Zé Oliboni, Guilherme Kroll Rodrigues, Diego Figueira, Cassius Medauar, além deste contumaz penetra.
Papos sobre edição (e corte) de revistas, confusões italianas, e muita conversa jogada fora sobre histórias em quadrinhos em geral foram a tônica da noite.
Uma noite divertidíssima, e por vezes educativa (nossa!), com um monte de gente que tem como paixão a mesma coisa: Desenhos sugados por uma folha de papel em branco.
Que venham os próximos encontros.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:42 PM
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Quarta-feira, Dezembro 08, 2004
Vagal!
Ando com uma preguiça louca de postar, mas quis mencionar duas coisas que fiz esta semana.
Uma foi ler a revista aí ao lado: Vertigo # 5, da Editora Abril.
É a primeira e única edição da revista apenas com histórias do fodaço John Constantine. São três no total, e todas sensacionais.
A primeira, O Deus da Dança, e a última, A Confissão, mostram bem o que o roteirista Garth Ennis acha da igreja, principalmente da Católica. Os argumentos que ele utiliza, em especial na primeira história, fazem muito sentido e é quase impossível não pensar neles e no quão verdadeiros parecem.
A trama do "meio", com roteiro assinado por Jamie DeLano, mostra o primeiro encontro de Constantine com o demônio Nergal, e mesmo sendo ótima, é daqueles servicinhos "maravilhosos" da Abril, que adorava colocar tramas fora de ordem sem nenhuma explicação prévia.
De qualquer maneira, é uma edição acima da média, e que dá um saudosismo quando vejo essas porquices da Brainstore.
***
Finalmente assisti anteontem ao excelente O Abominável Dr. Phibes.
Apesar do roteiro engenhoso, o "algo a mais" é a presença de Vicent Price. Não dá! Ele é muito, mas muito foda.
***
Como deu para perceber, não consigo postar nada de realmente legal, mas estou tentando voltar ao ritmo (que nem lembro se algum dia tive).
No espírito da coisa, deixo um poema do Fernando Pessoa, que roubei do Expondo Paranóias:
"De tudo ficam três coisas,
a certeza de que estamos começando,
a certeza que é preciso continuar. E
a certeza de que podemos ser interrompidos antes de terminar.
Fazer da interrupção um novo caminho,
da queda um passo de dança,
do medo uma escola, do sonho uma ponte,
da procura um encontro.
E assim terá valido a pena."
RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:32 PM
Não enche!
Quarta-feira, Dezembro 01, 2004
Como estou sem tempo para postar algo de respeito por aqui, quem quiser dar um rolê, pode passar pelo Mano News, e ver outras coisas toscas que o farão desejar nunca ter aberto seu navegador.
Para não dizer que foi um post completamente inútil, clique em I Love Death!, para ver uma animação (com som) muito legal.