O Evangelho do Coiote
O Brainiac, do site Pântano, disponibilizou uma das melhores e mais insanas histórias em quadrinhos já escritas, O Evangelho do Coiote.
Escrita pelo fodíssimo Grant Morrison, desenhada por Chaz Troug e arte-finalizada por Doug Hazlewood, é uma viagem tão absurda quanto sensacional.
Não dá para se falar muita coisa desta obra-prima. Clique em um dos links acima, leia a história. Depois releia. Mais uma vez. Outra. E continue assim pelo resto de sua vida.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 8:27 AM
Não enche!
Segunda-feira, Novembro 22, 2004
Ao deitar, lembro de seu sorriso e de seu rosto.
Sinto a saudade destruir-me por dentro,
enquanto seus olhos são meus faróis,
conduzindo-me por entre rochedos e dores.
Desde aquela sexta-feira, todos os dias são iguais,
porque sempre falta algo, falta por demais.
Aqueles tenros olhares que vem de sua alma,
e algumas doces palavras que causam fascinação.
Talvez, jamais me declare a você,
nem cante seu nome aos ventos vários,
tampouco desenhe seus traços nas nuvens,
ou faça de seu rosto o sol que ilumina meus dias.
Lutarei com as armas que não machuquem seu coração,
direi as palavras inteiras que vem à mente,
amarei seu corpo mesmo que odeie minh'alma,
nascerei novamente se isso conquistar seu amor!
"25/08/99"
RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:12 PM
Não enche!
Sábado, Novembro 20, 2004
Esses idiotas!
Sam Raimi
Já há um tempo achava que o diretor Sam Raimi tinha se tornado um idiota, mais precisamente após assistir aos dois Homem-Aranha, mas agora, com a informação sobre a refilmagem de The Evil Dead (A Morte do Demônio), tudo torna-se ainda mais real.
A fita é com absoluta certeza a grande obra-prima do diretor, e também um dos melhores filmes de terror de todos os tempos. Como ele é relativamente novo, de 1981, e praticamente perfeito, não haveria a mínima necessidade desta "nova versão".
Uma salva de vaias ao diretor, que apesar de já ter realizado grandes filmes como Darkman - Vingança sem Rosto, Um Plano Simples, além da trilogia The Evil Dead, trilha o asqueroso caminho dos comedores de carniça e bebedores de churume (nada contra os urubus, que fique bem claro).
Li a notícia no Omelete, e sinceramente espero que não passe de boato.
Cream
O maior power-trio de todos os tempos pode voltar ano que vem.
Isto mesmo, a banda formada por Jack Bruce, Eric Clapton e Ginger Baker, o fantástico Cream, pode reunir-se novamente.
Em tempos medíocres, aonde os Linkin Park's, Evanescence's e Nightwish's da vida parecem ser onipresentes, seria a única saída o retorno do "novo" (!!!) Doors, do velho Macca, do fodíssimo Stooges, do lesado Brian Wilson e do seminal Velvet Underground?
Que o Deus do Metal guarde nossas almas e ouvidos.
Mais uma notícia agourenta que li no Omelete.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 9:24 AM
Não enche!
Quinta-feira, Novembro 18, 2004
Um conto sobre Dorival Caymmi, assinado por Arthur Nestrovski.
Apesar de ser infantil, assim como outros trabalhos do autor ("O Livro da Música", Companhia das Letrinhas), é muito legal.
Nove Anos para um Verso
Quando o Dorival Caymmi era criança, ele tinha um amigo pescador, chamado Aureliano. Morava lá na praia de Itapuã, na Bahia. O pai do Aureliano era o João Carapeba, de quem o Caymmi gostava. Um sujeito fortão, brigão, que dizia muito palavrão; mas também caloroso e carinhoso, conforme o momento. Quase todo mundo é um pouco assim: de um jeito numa hora, de outro noutra. Só que o Carapeba era muito assim.
Anos mais tarde, o Caymmi resolveu fazer uma música sobre ele. João Carapeba, então, virou, "João Valentão". E a música tem duas partes bem diferentes: a primeira rápida e animada, a segunda suave e dengosa.
Caymmi, que sempre teve fama de preguiçoso, quando foi fazer essa música exagerou. Começou a compor em 1936, num verão em Itapuã. A melodia saiu rápido. A letra, quase toda de uma vez. Até que ele chegou nuns versos que falam em "deitar na areia da praia". Deitar na praia é gostoso - e o Caymmi parou por aí.
Só sete anos depois, andando de bonde no Rio de Janeiro, ele achou os dois versos que faltavam: "E assim adormece este homem, que nunca precisa dormir para sonhar/ Porque não há sonho mais lindo do que sua terra, não há". Como se não bastasse, veio um amigo depois sugerindo trocar "terra" por "vida". Aí foram mais dois anos, até o Caymmi se decidir.
Esse tempo, afinal, não importa. Porque tempo, para Caymmi, não se usa para procurar nada; o tempo é para achar. E quando o Caymmi acha, a música não fica só pronta: fica perfeita, para sempre.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 8:34 AM
Não enche!
Quarta-feira, Novembro 17, 2004
... no meu discman...
Greatest Hits 1970 - 2002 - Esta coletânea dupla do Elton John é uma bela maneira de tirar certas impressões preconceituosas sobre o som do cara.
Ele é um dos maiores compositores que a música pop já teve, e junto com o onipresente letrista Bernie Tupin, realizaram alguns dos trabalhos mais notáveis em qualquer gênero musical.
No CD 1, que é o que estava escutando, tem baladas pop maravilhosas como a "aliciniana" Goodbye Yellow Brick Road, Crocodile Rock e a triste e bela Sorry Seems To Be The Hardest Word.
No quesito "pequenas obras-primas" estão a primordial Your Song, Rocket Man, Don´t Let The Sun Go Down On Me e a porrada Saturday Night´s Alright For Fighting.
Essas acima são "pequenas", porque a grande canção do cd, pra mim, é a apoteótica Tiny Dancer, que é aquela que todo mundo canta junto no filme Quase Famosos.
Um músico por vezes subestimado, possuidor de uma criatividade absurda, e uma excelente maneira de se adentrar o "às vezes" penoso caminho das baladas românticas.
Como disse certa vez um amigo, ressaltando o caráter preconceituoso, "é um viado que faz um puta som de macho".
É isso aí.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:49 PM
Não enche!
Quinta-feira, Novembro 11, 2004
Sorry!
Clique aqui para acessar uma galeria com inúmeros norte-americanos pedindo desculpas pela eleição do
Bush Jr. para um segundo mandato.
No mínimo, interessante.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:57 PM
Não enche!
Quarta-feira, Novembro 10, 2004
Libertines na FNAC
Apesar de ter sido um legítimo pocket show, com a banda tocando com o freio de mão puxado, foi ótimo.
O baterista Gary é "o cara". Além de tocar muito, foi simpático até a medula, parado numa escada, autografando até o último fã (antes do show, já que o resto da banda estava atrasada, provavelmente perdida em algum boteco da Cardeal ArcoVerde). Em minha óbvia falta de noção, fiquei utilizando o meu tosco inglês com ele. Pedi para levar um Sergio Mendes (essa foi sacanagem), perguntei do Pete (ele disse esperar que eventualmente o guitarrista volte à banda) e a melhor, pedi para cantar Bebel Gilberto, e não é que o cara levou um pedacinho. Foi foda!
A única coisa que me deixou injuriado foi o fato de quase 200 pessoas não conseguirem entrar (eles aumentaram a capacidade de 200 para 320), e lá dentro, praticamente todo mundo estar mais preocupado em tietar a banda. Explico: Fora alguns fãs (vários que reconheci do TIM), a maioria absoluta foi só porque era de graça. Não conhecia, parecia não curtir o tipo de som, e não fazia a mínima questão de ao menos aproveitar a balada. Patético mesmo.
Um dos melhores momentos foi a abertura com What Became of the Likely Lads. Música que eu não curtia muito até ver ao vivo dois dias antes no TIM Festival.
Outras que quebraram foram Time for Heroes, Last Post on the Bugle, Don't Look Back into the Sun, e a fantástica What a Waster.
Completaram o setlist de aproximadamente 40 minutos Can't Stand me Now, Death in the Stairs, Road to Ruin e Tell the King (não tenho certeza absoluta desta última).
Sobre o show deles no TIM Festival, postei algumas coisas no Mano News.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:12 PM
Não enche!
Segunda-feira, Novembro 08, 2004
Coloquei no usual Mano News algumas impressões sobre o show do Primal Scream em São Paulo.
Com certeza foi o set list mais perfeito, e o show mais enérgico que vi em toda a minha vida.
Amanhã vou tentar postar algo sobre a balada em si, e sobre os shows do Libertines, PJ Harvey e Mars Volta.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:37 PM
Não enche!
Sábado, Novembro 06, 2004
Primal Scream
Esta semana além de curta devido ao feriado, foi bem corrida aqui no trampo. Várias zicas acabaram me deixando sem tempo para postar qualquer coisa que não se resumisse a um "ctrl c + ctrl v".
Hoje então pior ainda, já que daqui a algumas horas estarei no Tim Festival para assistir ao show da diva PJ Harvey e do sem-comentários Primal Scream.
Se sobreviver a hoje e amanhã (Libertines e Mars Volta), faço um post contando as desventuras do festival.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 11:16 AM
Não enche!
Quinta-feira, Novembro 04, 2004
Um poema romântico para um dia chuvoso.
Eu espero que não se importe,
por eu não sair gritando que te amo,
nem compor uma canção perfeita,
para me sentir vivo mesmo longe de você.
Todos os sonhos que tive eram engraçados,
pois neles eu não tinha dinheiro ou fama,
e sempre buscava uma vocação,
mas você me deixava feliz e nada mais importava.
E quando esquecia quem eu era,
procurava o que de você restava em mim,
dizia todos os meus segredos,
e o medo virava passado.
Esperava que as estrelas caíssem,
com o céu ficando vazio para nós.
Vendia minha esperança aos poucos,
por alguns trocados sem valor.
Chegando mais perto do fim,
abraçado a meus vícios,
sorrindo como algum idiota,
sem saber ao certo o que fazer.
26 de Julho de 2003.