Videodrome

 
             

   
 
 

Segunda-feira, Maio 31, 2004

 
Mais Liga da Justiça

Já tinha lido muita coisa a respeito do desenho da Liga da Justiça no blog do Luwig-X, o Cag@mba, mas confesso que havia assistido poucos.

Sábado vi mais um, o semanal do Cartoon Network.

Com o nome de Eclipsed, o episódio tem em sua primeira parte elementos da minissérie Lendas, como o "Glorioso" Godfrey, que nos quadrinhos era um lacaio de Darkseid, e fazia parte de um plano deste último que visava acabar com os heróis terrestres. Ótima hq por sinal.

Um momento firmeza é quando Godfrey está em seu programa com o livro Sedução dos Inocentes, de Fredric Wertham. Livro este que foi responsável pela criação do Código de Ética dos Quadrinhos. Levando em conta que o objetivo dele é desacreditar os heróis, nada mais justo do que portar a obra que conseguiu o intento em meados dos anos 50.

Outra sacada esperta é a conversa entre Flash e o Lanterna Verde no início do episódio. Depois de mostrar o "Flash-Móvel", o herói propõe a John Stewart que eles saiam de rolê pelos EUA, para "descobrirem a América". Para quem não sabe, isto faz menção à viagem pelo coração da América que Hal Jordan e Oliver Queen fizeram nas hq's, nos anos 70.

Na boa, já viciei na parada.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 9:29 AM


Não enche!

Sexta-feira, Maio 28, 2004

 
Depois de um zilhão de anos, ontem consegui assistir a um episódio do desenho da Liga da Justiça (na verdade, lembrei que tenho um video-cassete).
Era a primeira parte de Crepúsculo (Twilight), aonde aparece a maior criação do Jack Kirby, Darkseid.
Tem uma parte do episódio que merece ser comentada.
Darkseid vai ao satélite da Liga pedir ajuda a eles. Quando ele aparece, o Super-Homem tem um pití e depois que Darkseid vai embora acontece o seguinte diálogo:

Mulher-Gavião:O que foi que disse? Você vai sacrificar milhões de vidas porque não gosta do cara?
Super-Homem:Você não conhece Darkseid como eu.
Batman:Sabemos que usou você. O humilhou. Fez lavagem cerebral, dobrando-o como se dobra um papel, e fez você ficar contra a Terra. Acho que vou chorar.

Parafraseando Guy Gardner: Bwahahahahahha-ahahahah-ahahahahah.

O Morcegão da Liga da Justiça é muito foda.
Lembro de um outro episódio aonde a Mulher-Gavião o salva e diz algo como:0 "Você não agradece quando alguém salva a sua vida?" Ao que ele responde: "Não sei. Nunca precisei ser salvo antes".
É demais.

Agora que aprendi a usar o video-cassete então...

RICARDO MALTA BARBEIRA - 7:59 AM


Não enche!

Quinta-feira, Maio 27, 2004

 
Normalmente nem me dou ao trabalho de postar quando alguma pessoa "de certa notoriedade" morre, mas como semana passada falei de Babylon 5, e hoje soube da morte do ator Richard Biggs pelo SoBReCarGa, deixo aí o link para a notícia.

Ele interpretava o Dr. Stephen Franklin em Babylon 5, e teve bastante destaque na série, além de ter feito algumas participações especiais como o mesmo personagem na mixuruca série Crusade.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 11:55 AM


Não enche!

Quarta-feira, Maio 26, 2004

 
Hulk

Este é um daqueles filmes baseados em gibis que me dá a impressão de que eu seja um dos poucos a adorar. Ang Lee e equipe conseguiram brincar com as imagens fazendo uma legítima história em quadrinhos animada de pouco mais de duas horas. Diferente de todas as fitas lançadas anteriormente, é de longe a mais criativa das adaptações de hq para as telas grandes.

Desde a primeira vez que assisti, fiquei completamente chapado com a edição, com a montagem e com a fotografia. A tela dividida em outras menores, a mesma cena vista sob diferentes ângulos, junção de imagens, storyboards inspiradíssimos, metáforas visuais utilizadas como complemento ao roteiro... são centenas de pequenas e grandes sacadas que me fazem achar Hulk o filme visualmente mais legal já feito.

Na boa, toda vez que o revejo reparo em algo que não havia visto anteriormente. É uma puta diversão ficar viajando na montagem do filme.



Se por um lado acho o visual do filme perfeito, também não vejo tantos defeitos em seu roteiro.

A história foi bem adaptada, focando-se no conflito entre Bruce Banner e seu pai, David Banner, ao invés de ser inserido algum "vilão" como o Abominável ou o Líder. Há de se convir que o gigante esmeralda, diferente do Homem-Aranha por exemplo, nunca teve inimigos de primeira grandeza. Na fase do Stan Lee e posteriormente na de Bill Mantlo, o que norteava as histórias era o desejo do herói por paz, ficando longe dos seres humanos, e mais tarde, na Era Peter David, era uma reviravolta completa a cada 12 meses, o que rendia ótimas situações, em detrimento de um arqui-vilão facilmente reconhecível.

É bom frisar que toda a história do filme é baseada nas revistas do personagem, e que realmente Banner já tinha o "gene Hulk" antes do acidente com a bomba de raios gama. E o Hulk semi-consciente que vemos também apareceu inúmeras vezes nas hq's (se bem que seria muito legal ver o bom e velho "Hulk esmaga!").

Muita gente reclamou de pouca ação e muito papo, mas alguém esperava algo diferente chamando Ang Lee para o projeto? Não se esperaria menos do cara que fez o excelente Tempestade de Gelo. Acho que poderia haver uma sequência maior de destruição sem sentido na cidade, mas o tom que o diretor seguiu foi bem legal, dando bastante atenção aos personagens de Bruce Banner, Betty Ross, David Banner e o General Ross.

O que contribui muito para que funcione essa maior profundidade dos personagens da história é a ótima escolha de elenco.

Eric Bana é um canastrão que não compromete, Sam Elliott interpreta o General Ross com maestria e o Josh Lucas é aquele vilão construído para que se sinta ódio mortal dele (na boa, acho este último perfeito para um eventual Lex Luthor num filme do Azulão).

Agora os bambas: Pra mim, Nick Nolte é um dos maiores atores do mundo desde sempre (quem já assistiu Temporada de Caça sabe disso), e é completamente insano como David Banner, mas não deixa que a insanidade elimine a humanidade de seus atos. Ele pode ser um maluco de carteirinha, mas em vários momentos, você "quase" consegue ver um pai de verdade. Isto é trabalho do ator, não do roteiro; E é claro que não poderia deixar de falar da maravilhosa Jennifer Connelly. Sou suspeito para falar, já que sou apaixonado por ela desde Era uma Vez na América, mas ela está perfeita como Betty Ross. É como ver um anjo a cada cena.

Hulk, pra mim, é assim como X-men 1 e 2, daquele tipo de filme que fica melhor a cada vez que assistimos. Diferente, por exemplo, de Homem-Aranha, que adorei ao assistir no cinema, mas que a cada nova assistida em dvd, fica mais sem graça.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:35 PM


Não enche!

Terça-feira, Maio 25, 2004

 
Notícias Legais (ou quase):

A Conrad Editora lança o primeiro volume de uma série com o inimitável Snoopy. Claro que é imperdível, ainda mais para os marmanjos que como eu adoravam os desenhos da turma do Charlie Brown. A notícia completa está no Universo HQ;

O editor da DC/Vertigo promete o lançamento de novos projetos envolvendo John Constantine para 2005. Cheira mal, muito mal mesmo. A notícia na íntegra está no Omelete;

A Marvel anunciou um bocado de novos títulos para os X-men. É uma quantidade de merda surreal, mas tem um, que é a nova revista do Wolverine com o Mark Millar e John Romita Jr. que parece... hum, promete. Notícia completa no SoBReCarGa.


O desenho acima é o primeiro feito pelo fodíssimo John Romita Jr. para a revista, e foi "afanado" do Cag@mba, blog firmeza do Luwig-X. Vale a pena dar uma lida no que o cara escreveu a respeito das "X-merdas".

RICARDO MALTA BARBEIRA - 11:39 AM


Não enche!

Sábado, Maio 22, 2004

 
Ontem à noite estava com uma puta febre, com o corpo todo zuado, e como resolvi ficar em casa descansando, revi este Twin Peaks - Os Últimos Dias de Laura Palmer.

O filme é uma espécie de conclusão (ainda que se passe temporalmente antes) da série Twin Peaks, criada pela mente um bocado perturbada do David Lynch.

A trama começa mostrando um assassinato ocorrido um ano antes do de Laura Palmer e a relação entre ambos os crimes, e a verdade é que o longa-metragem serve mesmo é para mostrar o quão problemática era a vida de Laura, e como que sua morte, de certa forma, foi até uma libertação.

A princípio parece mais um dos filmes quase que incompreensíveis do diretor, mas se observado atentamente, é uma história bem contada, que tem seus momentos "Lynch", mas nada comparável a Coração Selvagem, Estrada Perdida ou Cidade dos Sonhos.

Outras coisas que chamam a atenção são o impressionante elenco (grande parte proveniente da série), a maravilhosa trilha-sonora de Angelo Badalamenti, e principalmente os diálogos.

Se reparar nos diálogos dos personagens, você vai perceber que são sempre frases curtas que se completam por si só. Algumas são inteligíveis ou mesmo se explicam mais tarde, mas a maioria é de uma dinâmica incrível, deixando para quem está assistindo o mérito do entendimento da história.

Agora é esperar que a caixa com os primeiros episódios da série seja lançada por aqui (a importada está à venda no Submarino).

Para saber mais sobre este longa, sobre a série de tv, ou mesmo sobre outras obras de David Lynch, tem um ótimo site que é o Twin Peaks Brasil Homepage.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 11:30 AM


Não enche!

Quinta-feira, Maio 20, 2004

 
Anti-Herói Americano


Assisti ontem a este filme baseado no gibi American Splendor.

Escrevi umas bagaças a respeito do filme no tosquíssimo Mano News.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 8:32 AM


Não enche!

Segunda-feira, Maio 17, 2004

 
Babylon 5


A estação espacial Babylon 5

Vi a notícia no SoBReCarGa de que J. Michael Straczynski estaria considerando a hipótese de fazer um longa-metragem baseado na série.

Isto não seria nada estranho, visto que, contando com o episódio piloto que tem a maravilhosa trilha do Stewart Copeland (ex-Police), a série já teve quatro longas bem legais. O que me deixa com o pé atrás é que "vai saber" se não resolvem continuar a série de onde pararam.

Depois do Straczynski realizar a horrível série Crusade, que se passava no mesmo universo de Babylon 5, o cara tomou a acertada decisão de voltar aos gibis.

Quando vi a notícia no Sobrecarga pensei que falava a respeito do lançamento das temporadas completas em DVD aqui no Brasil. Se bem que tenho um medo danado de quando isto acontecer, porque "eu vou ter" que comprar as cinco temporadas de uma vez.


A única arma "de verdade" da estação espacial.

Para quem não conhece, Babylon 5 é uma série de ficção-científica que se passa predominantemente numa estação espacial de mesmo nome. Uma espécie de porto espacial construído pelos terrestres para que haja uma interação maior entre os habitantes do universo. Lá os humanos interagem com seres de outras raças, como os Minbari, os Centauri, os Narn's, os Vorlon's, entre tantos outros.

Como não poderia deixar de ser, ela tem muitos aspectos vindos da mais famosa série espacial já exibida na televisão, Jornada nas Estrelas. Mas o fato mais interessante da relação entre ambas as série é que Straczynski mostrou seu projeto inicialmente para a produtora responsável por Jornada, que recusou porque a história se passava em outro "universo". Coincidentemente, algum tempo depois a produtora lançou mais uma franquia da série original chamada Deep Space Nine, que tinha inúmeras semelhanças com Babylon 5: Duas raças em conflito senhor/escravo, uma raça ancestral que "aparentemente" quer dominar o universo, além de se passar também numa estação espacial. Pelo que me lembro, Straczysnki chegou a processar a produtora, mas não sei no que é que deu, se é que deu em alguma coisa.

Só para constar, gosto bastante de Deep Space Nine, mas ela não chega nem perto, mas nem perto mesmo, de Babylon 5.



Um dos vários cruzadores espaciais da série

Voltando a Babylon 5, ela foi concebida por Straczynski para durar 5 temporadas e durou exatamente isto, só que houve um problema quase em seu fim. No início da 4ª temporada, estava quase certo que esta seria a última, e que a Warner Bros. cancelaria a série. Com receio de ver sua história sem um fim apropriado, o autor resolveu fechar todas as pontas soltas, e praticamente "concluiu" a série ao final do 4º ano.

Quando tudo indicava que seria o fim, a TNT comprou os direitos da série, além de encomendar um longa-metragem logo de cara. A empreitada não poderia ter dado mais certo, e o longa-metragem lançado antes da 5ª temporada, fez com que a última temporada dela fosse a mais assistida de todas e que resultasse numa grande audiência para o canal americano.

O "problema" é que Straczynski fechou todas as tramas e sub-tramas interessantes ao final do 4º ano, o que deixou a 5ª temporada fraquíssima. Na minha opinião, com exceção de uns poucos episódios, entre eles os que fecham a série, é uma temporada muito inferior às quatro anteriores, e isto fica ainda mais evidente porque a 4ª é sem sombra de dúvida a melhor de todas.




Existem alguns aspectos específicos da série que fazem com que esteja entre as minhas preferidas: O autor primeiro escreveu o fim da história para depois preencher o meio com os acontecimentos que levariam à sua conclusão, o que faz com que não hajam reviravoltas estapafúrdias nem episódio tapa-buracos; Misturando computação gráfica às imagens da série, principalmente nas cenas de batalhas espaciais, tornou-se a primeira a utilizar com propriedade tal recurso; O protagonista da 1ª temporada é substituído na 2ª por outro, e isto fazia parte da concepção original da série, o que mostra bem o tipo de abordagem de Straczynski, que não tinha medo de colocar o que queria na tela; Entre várias participações ilustres nos roteiros da série, uma das que lembro é a de Neil Gaiman no episódio Dia dos Mortos; A série se passa numa estação espacial bélica e é completamente anti-belicista. Várias idéias que o autor (ou outros roteiristas) lançam sobre política, sobre religião e outros assuntos são extremamente pertinentes e muito bem abordadas; Com vários episódios em formatos não convencionais, como um em que nenhum dos protagonistas aparecem e o foco da história é um grupo de mecânicos observando uma batalha no espaço, ou outro em que uma equipe de reportagem terrestre vai até a estação fazer um programa especial, e depois de recolher inúmeros depoimentos, edita as imagens, distorcendo tudo que se passa por lá.

A série tem várias outras qualidades que me fogem agora, mas no geral é fenomenal.

É intrigante que aqui no Brasil o canal pago Warner Bros. tenho parado de exibi-la há quase cinco anos, e que nenhuma emissora aberta jamais tenha exibido-a. Pelo que sei os direitos de exibição no mundo inteiro pertencem a TNT, e como o canal aqui no Brasil passa um monte de filmes ridículos em sua grade, bem que poderia encaixar ao menos uma hora semanal da melhor série de ficção-científica de todos os tempos.


O elenco da 4ª temporada

RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:57 PM

Não enche!

 
Desenho da Liga da Justiça terá História de Alan Moore

Vi a notícia no Omelete.

A idéia do produtor Bruce Timm de adaptar a história Super-Homem: O Homem que Tinha Tudo para a nova temporada do desenho da Liga da Justiça é ótima.

Na trama, além do óbvio Super-Homem, Alan Moore também utiliza Batman, Mulher-Maravilha e Robin. É uma das duas melhores histórias que já li do Homem de Aço. A primeirona, que também é do Moore, é O Que Aconteceu com o Homem de Aço?. As duas foram relançadas em revistas separadas ano passado pela Opera Graphica. Mas o interessante é tentar encontrar a antológica Super-Powers # 21, lançada em Maio de 1991 pela Editora Abril, que contém ambas.

Voltando ao desenho, é muito legal os caras utilizarem algumas antigas (e excelentes) hq's como scripts para os roteiros. Faz tempo que não assisto à Liga da Justiça, mas quem vê regularmente me garante que está horrorshow.

Agora só falta pegarem as histórias da equipe escritas por Grant Morrison e mandar pau.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 11:44 AM


Não enche!

Sábado, Maio 15, 2004

 
Tem um monte de coisa que queria postar hoje, mas por pura falta de tempo vai ficar para outra hora.
Tô no veneno, cheio de trabalho e ainda tenho que fazer um monte de coisas, antes da festa de hoje à noite.
É... amanhã vou acordar jogado na rua, com um cachorro (de preferência Cadela) lambendo minha boca.
Só para não deixar de dar alguma informação tosca e vital neste post, o site oficial do Lê Rock Bar sofreu algumas alterações legais. Ainda não está 100%, mas o camarada Kico está tentando.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 11:47 AM


Não enche!

Sexta-feira, Maio 14, 2004

 
Um poema do ano passado.
Engraçado.
Não lembro se estava bêbado quando escrevi este.
Bem... provavelmente estava.

Por Quanto Tempo?

Venha para junto de mim,
partilhar das derrotas,
que trago em meu peito.

Venha, e deixe suas estrelas para trás,
aonde não possam brilhar mais do que nós,
nem viver mil anos a mais.

Venha me encontrar se quiser,
pois não vou dizer que sinto sua falta,
já que nunca foi fácil mentir.

Venha do jeito que você está,
e esqueça as perguntas de antes,
para que sobrem as dúvidas de hoje.

Venha sorrindo e com medo,
para este lugar tão abaixo de você,
e marque o caminho com gotas de sangue.

Venha e traga toda sua fé,
que separa você de mim todo o tempo,
e uma vez mais tudo se resumirá ao drama.

Venha e se perca dentro de mim,
por entre linhas que você criou,
e espere até que finalmente eu chegue.

Venha mesmo que não haja amor,
que tentaremos achá-lo jogado por aí,
em algum canto sujo e cheio de pó.

Venha para andarmos em círculos,
pela vida que nos resta,
e que seria inútil se não o fizéssemos.

Venha para junto de mim,
partilhar da única vitória que tive,
e que continua em seus olhos.

Venha para nunca mais ir embora,
sabendo que estaremos abraçados ainda que distantes,
e que choraremos durante muito tempo.

"22:35hs - 22 de Julho de 2003"

RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:48 PM


Não enche!

Quinta-feira, Maio 13, 2004

 
Demolidor # 4

Neste número tem a volta de Alex Maleev na arte das histórias do Demolidor e o começo do arco Vida Bandida com a presença do "looser" Coruja.

O vilão, nos traços de Maleev está a cara do Caim (aquele das histórias do Sandman).

Em comparação às últimas (ótimas) histórias do personagem esta está bem fraquinha, mas ainda assim os diálogos são coisa fina. Pra mim, o trabalho do Brian Michael Bendis funciona assim, mesmo quando ele não está inspiradíssimo (o que raramente ocorre), suas linhas narrativas ainda são pequenas obras-primas dos quadrinhos modernos. Na boa, sem querer babar ovo demais, mas o cara é foda.

Na segunda história, vemos o Justiceiro "indo pro Texas".

Isso aí. Estilão o primeiro arco do Preacher, vemos o psicopata mais amado da Marvel indo para a terra do presidente Bush, encontrando um delegado, digamos, diferente, e uma porrada de ótimas situações.

Uma das situações legais é quando o bom e velho Frank Castle acaba "dando uma". Garth Ennis está em seu território, e quando isto acontece, pode esperar coisa boa.

Para fechar a edição, a gostosíssima Elektra.

A continuação de Poder não está tão legal quanto a 1ª parte, mas ainda assim é infinitamente superior às últimas histórias da Ninja-Exu. A conclusão no próximo número promete ser no mínimo interessante. Convenhamos que em se tratando da personagem, é um feito e tanto.

Atualmente nas bancas tem duas revistas mensais que valem o quanto pesam, e são elas Marvel Max e esta Demolidor. Cada uma delas custa R$ 4,50, e coincidentemente (ou não) ambas tem histórias do bamba Brian Michael Bendis (e a partir de Junho ambas também terão histórias de Garth "Joselito" Ennis).

Esqueça Invisíveis, Transmetropolitan e demais tranqueiras "adultas" com os preços filhos-da-puta da Brainstore. Se quer histórias adultas a preços legais, compre as duas revistas da Panini que citei e se divirta com o melhor dos quadrinhos imperialistas americanos.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 9:18 AM


Não enche!

Quarta-feira, Maio 12, 2004

 
Justiça Ltda.

Havia comprado essa revista há um tempinho na banca de um doido aqui perto de casa (um dia conto a minha história com essa banca), e finalmente a li no domingão.

Escrita por Andrew Helfer e com a belíssima arte pintada de Kyle Baker, é uma minissérie em duas edições lançada pela Editora Abril no início dos anos 90.

É a história de um detetive particular que tem a capacidade de transformar seu rosto no de qualquer pessoa, e que em determinado momento é recrutado por uma nova agência do governo dos Estados Unidos.

Gostei da parada logo de cara, assim que percebi se tratar de uma trama que girava em torno da Guerra Fria. E com certeza é uma das melhores hq's no tema, que eu já li.

O tal "detetive" é utilizado como um espião, infiltrando-se em governos não-alinhados com os americanos. Numa sequência específica ele invade um país latino-americano (claríssima referência a Cuba), mata o ditador do país e assume seu lugar, fazendo com que a política antes alinhada com a "então" União Soviética, converta-se numa extensão do imperialismo americano.

É uma história simples e bem legal, que está com o módico preço de R$ 2,50 (até dia 15/05) na E-Comics. Lembrando que agora a loja tem um "endereço físico" na rua Augusta, aqui em São Paulo.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 9:12 AM


Não enche!

Terça-feira, Maio 11, 2004

 
A número um do meu "Top 3" foi composta pelo Radiohead.
Faz parte do album Ok Computer e é de longe, mas muito longe mesmo, minha música preferida de todos os tempos.

Número um:

Paranoid Android
[Andróide Paranóico]

Please could you stop the noise? I'm trying to get some rest
[Por favor, você poderia parar com o barulho, estou tentando descansar]
from all the unborn chicken voices in my head
[De todas as vozes dos pintinhos não nascidos]
huh? what's that?
[O que é aquilo?]

When I am king you will be first against the wall
[Quando eu for rei, você será o primeiro a ser colocado contra o muro]
with your opinion which is of no consequence at all
[Com suas opiniões que não são de nenhuma consequência]
huh? what's that?
[O que é aquilo?]

Ambition makes you look very ugly
[Ambição faz você parecer muito feio]
kicking squealing gucci little piggy
[Chutando para fora o porquinho da Gucci]

You don't remember
[Você não se lembra.]
Why don't you remember my name you runt?
[Porque você não lembra meu nome seu animal?]
Off with his head man
[Com a cabeça cortada.]
Off with his head man
[Com a cabeça cortada.]
Why don't you remember my name
[Porque você não lembra meu nome?]
I guess he does...
[Eu acho que ele lembrará]

Rain down, rain down, come on rain down on me
[Cai chuva, cai chuva, vamos, caia em mim]
from a great height, from a greeaat heeiigghh haaaaeeeeeiiii.
[De uma altura bem alta, de uma altura bem alta... alta...]

That's it sir, You're leaving,
[É isso senhor, você está virando]
The crackle of pig skin,
[O racho da pele do porco]
The dust and the screaming,
[O pó, o grito]
The yuppies networking
[Os yuppies trabalham em rede]
The panic, the vomit,
[O pânico, o vômito]
God loves his children,
[Deus ama suas crianças]
God loves his children yeah!!
[Deus ama suas crianças yeah!!]

***

RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:13 PM


Não enche!

Segunda-feira, Maio 10, 2004

 
Dando continuidade ao "Top 3" das minhas músicas preferidas de todos os tempos.

Esta foi composta pelo John Lennon, supostamente baseada no livro tibetano dos mortos.
Ela faz parte do album Revolver, dos Beatles.

Número dois:

Tomorrow Never Knows
[O amanhã nunca se sabe]

Turn off your mind, relax and float downstream
[Desligue sua mente, relaxe e flutue]
It is not dying, It is not dying.
[Não está morrendo, não está morrendo]
Lay down all thoughts, surrender to the void
[Deite todos os pensamentos, se renda ao nulo]
It is shining, oh it is shining.
[Está brilhando, oh está brilhando]
It is shining, oh it is shining.
[Está brilhando, oh está brilhando]
That you may see the meaning of within
[Você pode ver o significado interior]
It is beginning, oh it is beginning.
[Está começando, oh está começando.]

That love is all and love is everyone
[Aquele amor é tudo e amor é todos]
It is knowing, oh it is knowing.
[Está sabendo, oh está sabendo]
And ignorance and hate may mourn the dead
[E ignorância e ódio podem lamentar o morto]
It is believing, oh it is believing.
[Está acreditando, oh está acreditando]
So play the game, existence to the end
[Assim jogue o jogo, existência ao fim]
Of the beginning, of the beginning.
[Do começo, do começo.]
Of the beginning, of the beginning...
[Do começo, do começo]

***

RICARDO MALTA BARBEIRA - 11:18 AM


Não enche!

Domingo, Maio 09, 2004

 
Existem milhares de músicas que adoro, mas há um "Top 3" pessoal que tenho que é simplesmente intocável.
Vou colocar a letra original e traduzida das três canções em três momentos, e em ordem regressiva.

Esta foi composta por Bernard Sumner, Peter Hook, Stephen Morris e Gillian Albert.
A primeira versão dela saiu no single de mesmo nome, lançado em Março de 1983 pelo New Order.
O primeiro album a contê-la foi Power, Corruption & Lies, de Maio de 1983.

Número três:

Blue Monday
[Segunda-feira triste]

How does it feel to treat me like you do?
[Como é a sensação de me tratar como você me trata?]
When you've laid your hands upon me
[quando você colocou sua mãos sobre mim]
And told me who you are
[e me contou quem você é]
I thought I was mistaken
[pensei que eu estava enganado]
I thought I heard your words
[pensei ter ouvido tuas palavras]
Tell me, how do I feel
[diga-me como eu me sinto]
Tell me now, How do I feel
[diga-me agora como eu me sinto]

Those who came before me
[Aqueles que vieram antes de mim]
Lived through their vocations
[viveram ao longo de suas vocações]
From the past until completion
[do passado até sua compleição]
They'll turn away no more
[eles não mais virarão as costas]
And I still find it so hard
[E eu ainda acho tão difícil]
To say what I need to say
[Dizer o que preciso dizer]
But I'm quite sure that you'll tell me
[Mas tenho toda certeza que você me dirá]
Just how I should feel today
[exatamente como eu deveria me sentir hoje]

I see a ship in the harbor
[Veja um navio no porto]
I can and shall obey
[Posso obedecer e obedecerei]
But if it wasn't for your misfortune
[Mas se não fosse por sua infelicidade]
I'd be a heavenly person today
[Eu estaria me sentindo divinamente hoje]
And I thought I was mistaken
[E eu pensei que estava enganado]
And I thought I heard you speak
[E pensei ter ouvido você falar]
Tell me how do I feel
[Diga-me como eu me sinto]
Tell me now, how should I feel
[Diga-me agora, como devo me sentir]
Now I stand here waiting...
[Agora estou aqui em pé, esperando...]

I thought I told you to leave me
[Pensei que tinha dito a você para me deixar]
While I walked down to the beach
[Enquanto desço andando até a praia]
Tell me how does it feel
[Diga-me como é a sensação]
When your heart grows cold
[Quando o seu coração esfria...]

***

RICARDO MALTA BARBEIRA - 2:24 PM


Não enche!

Sábado, Maio 08, 2004

 
Coisas

Li um monte de coisas legais esta semana.

Fora a edição portuguesa de O Jogo da Maldição do Clive Barker, que só leio no busão, e o qual aparentemente nunca terminarei, finalmente li o arco Cidade Nua do Preacher, o primeiro especial do Lúcifer, Estrela-da-Manhã, e algumas Superaventuras Marvel geológicas.

Cidade Nua - Não tem muito o que falar. É bom para caralho e pronto. Na boa, os momentos em que aparece "o detetive mais azarado do mundo" são os melhores. É foda além da conta.

Lúcifer, Estrela-da-Manhã - A história é simples, com aquele argumento de "buscar alguma coisa" ou "ir de encontro a alguém", mas o diferencial mesmo são os diálogos, e especialmente os do próprio Lúcifer. Talvez um dia eu consiga ser tão espirituoso, sarcástico e filho-da-puta quanto o cara (claro, e aí eu iria governar o Inferno, certo?), mas tudo que sai da boca do cara é infame de tão legal.

Nestas duas edições pré-históricas de Superaventuras Marvel tem duas das últimas histórias da dupla fantástica Chris Claremont e John Byrne nos X-men (lembrando que as edições 45 e 46 seriam o canto de cisne da parceria com a antológica Dias de um Futuro Esquecido).

É uma histórinha em duas partes bem na boa, que mostra Wolverine indo com Noturno ao Canadá encontrar seus velhos companheiros da Tropa Alfa. O legal das histórias daquela época é que eles não precisavam de uma Fênix Negra para fazer com que as coisas funcionassem. Qualquer roteiro simples virava diamante nas mãos da dupla.

Eu nem cheguei a reler, mas nestas duas edições também tem 3 aventuras do Demolidor do Frank Miller. Cito isto só como curiosidade, já que a minha revista mensal favorita de todos os tempos sempre foi (e ao que tudo indica sempre será) a Superaventuras Marvel.

Só para humilhar a concorrência, nesta época era o auge dela, afinal, 60 páginas com com os X-men de Claremont/Byrne e o Demolidor do Miller/Janson não é para qualquer uma não.

Ah, para completar as edições, ainda tem histórias dos Eternos escritas e desenhadas pelo Jack Kirby.

Saudades...

RICARDO MALTA BARBEIRA - 10:54 AM


Não enche!

Quinta-feira, Maio 06, 2004

 
Sábado é dia de Napalm Death

Essa é a relação de músicas do Napalm Death que coloquei numa fita. Bem que poderia ser o setlist do show dos caras.

Nazi Punks Fuck Off - (Bootlegged in Japan)
Armageddon x 7 - (Fear, Emptiness, Despair)
From Enslavement to Obliteration - (Peel Sessions com Barney)
Suffer the Children - (Peel Sessions com Barney)
Retreat to Nowhere - (Peel Sessions com Lee Dorian)
Scum - (Peel Sessions com Lee Dorian)
Stranger Now - (EP Breed to Breathe)
Siege of Power - (Scum)
I Abstain - (Bootlegged in Japan)
Antibody - (EP Greed Killing)
Twist the Knife [Slowly] - (Fear, Emptiness, Despair)
Scum - (Scum)
Cursed to Crawl - (Diatribes)
Cause and Effect - (Death by Manipulation)
Throwaway - (Fear, Emptiness, Despair)
Lowpoint - (Inside the Torn Apart)
The Kill - (Peel Sessions com Lee Dorian)
The World Keeps Turning - (Utopia Banished)
Siege of Power - (Death by Manipulation)
My Own Worst Enemy - (Diatribes)
Rise Above - (Death by Manipulation)
Down in the Zero - (Inside the Torn Apart)
Plague Rages- (Fear, Emptiness, Despair)
Reflect on Conflict- (Inside the Torn Apart)
Breed to Breathe- (Inside the Torn Apart)

O show é neste sábado, 8 de Maio, na Led Slay

Maiores informações sobre o show, e mais um monte de curiosidades toscas no Mano News.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 10:52 AM


Não enche!

Quarta-feira, Maio 05, 2004

 
Tosqueiras

Reli nestes últimos dias os 7 primeiros números de Paladinos Marvel, da Panini.

Lembro que quando passei na banca e vi aquele gibi de tamanho escroto, fiquei doido. O preço não era tão alto como aqueles da série Premium da Abril, e o interessante é que diferente destes, não tinha aquela viadagem de vir lacrado, para que ninguém pudesse ver quantas histórias "de verdade" haviam na revista.

De cara, a Paladinos já trazia o primeiro número da nova revista mensal do Justiceiro, escrita pelo Garth Ennis e desenhada pelo Steve Dillon, além do primeiro número de Quarteto Fantástico: 1234, do Grant Morrison e do Jae Lee. Completavam o mix o lixo do Capitão América do Dan Jurgens e a porqueira do Hulk do Paul Jenkis (ninguém consegue me convencer de que ele fez um bom trabalho no verdão).

A minissérie do Quarteto Fantástico (publicada dos números 1 ao 4) é completamente insana. O Grant Morrison conseguiu fazer uma história triste e melancólica com um dos grupos mais bunda-mole (no bom sentido) dos quadrinhos, e juntando com a arte maravilhosa do Jae Lee, resulta num dos melhores momentos do grupo. Só a fase do Stan Lee e do Jack Kirby, e a do John Byrne conseguiram ser tão boas.

Para substituir o Quarteto no mix da revista, colocaram a Exu de carteirinha da Marvel, a mercenária Elektra. Nem Brian Michael Bendis consegue salvar a guria. É ruim para cacete. Só se salvam as capas do Greg Horn.

Quando Ennis começou na revista mensal do Justiceiro, as histórias eram bem legais, resgatando a violência tosca dos tempos do Mike Zeck, mas com o passar do tempo foi ficando meio óbvio, e perdendo o impacto que tinha (contribui também para isto o fato de colocarem outra equipe criativa no título, e depois, quando perceberam a cagada, retornar com os criadores do Preacher). Espero que na mini Nascido para Matar, que começa mês que vem na Marvel Max, o escritor volte aos velhos tempos.

Sobre Capitão América não tem nem o que falar. Pra dar jeito no personagem tinham que chamar o Frank Miller e fazer uma espécie de "A Queda de Rogers". É o personagem "famoso" mais chato dos quadrinhos. Ele teve algumas fases legais, como a do Mark Waid (de longe, a melhor de todas), e algumas histórias soltas interessantes na época em que abandonou o uniforme, e passou a andar com seu "uniforme negro" (não cheguei a ler a fase "extremistas" dele).

Já do Hulk só se salvam alguns números que tem os desenhos do sensacional John Romita Jr., porque no roteiro... sinto muito, mas Paul Jenkins não dá.

Por falar em John Romita Jr., o Luwig-X colocou no blog dele, o Cag@mba, um Top 10 bem legal de desenhistas contemporâneos de quadrinhos. Claro que o filho do Senõr Romita não poderia faltar.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:10 PM


Não enche!

Terça-feira, Maio 04, 2004

 
Ano Um

Já estava querendo há tempos, e anteontem consegui reler Batman: Ano Um, da dupla Frank Miller e David Mazzuchelli.

Tem um amigo que acha esta a melhor história que o Morcegão já teve. Não chego a tanto, mas acho que junto com O Cavaleiro das Trevas, A Piada Mortal, Asilo Arkham e Shaman, Ano Um se inclui numa espécie de "Top 5" do personagem.

Tem outras extraordinárias histórias, como O Messias, Gothic, O Filho do Demônio, O Coringa (a primeira aparição do vilão que é uma bela aventura), que não fariam feio frente às citadas, mas que não incluo por gosto pessoal mesmo.

Ano Um é a origem que o herói sempre mereceu ter. Mostrando o seu "nascimento", junto com a chegada do então Tentente James Gordon, uma das coisas legais da trama é mostrar simultaneamente estas situações. Se por um lado Bruce Wayne descobre que utilizará a imagem do morcego para realizar sua missão, Gordon começa a se impor no corrupto sistema policial de Gotham City. Cada um trilha seu caminho sozinho, e em dado momento encontram-se, formando daí um elo praticamente inquebrável, que de certo modo deixa ambos mais fortes do que seriam individualmente.

Acho que o que mais gosto da história de Ano Um é exatamente este conceito de dupla entre Batman e Gordon. Ambos querem a mesma coisa, justiça, mas sabem que o mundo não é preto e branco, e se algumas coisas podem ser obtidas pelos meios legais e burocráticos, outras não podem.

De cabeça não me lembro de alguma outra similar, mas de longe é a trama que dá um sentido definitivo ao relacionamento de confiança entre o vigilante e o policial. É comum ver em histórias do personagem a utilização constante desta amizade, mas nesta história temos o momento que este elo foi forjado.

Outro aspecto muito interessante da trama é a origem da Mulher-Gato. O lastimável é que como é de praxe na DC Comics, mais tarde eles abandonaram a idéia da "vilã" ter sido uma prostituta, e inseriram aquele esquema de orfanato de freiras e tal (tem algum fã do Morcegão que não abomina veementemente o que fizeram com O Filho do Demônio, transformando-o numa espécie de Túnel do Tempo do personagem?).

Ano Um tem mais um lance que me chama muito a atenção. Pra mim, é um roteiro pronto e acabado para "o filme" do Batman. Como o foco da "vilania" da trama é a máfia (inclusive na polícia e na política) presente em Gotham City, poderia ser incluído um ou outro vilão clássico, como o Coringa ou qualquer outro, mas sem alterar o básico do argumento, renderia o melhor filme jamais feito do morcegão.

É inegável que cada página roteirizada por Miller flui como um filme, e nisto reside a capacidade "filmável" da obra. E o mais importante, é uma história fodíssima como poucas.

Bem, sonhar pode.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:15 PM


Não enche!
 

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