Videodrome

 
             

   
 
 

Sexta-feira, Abril 30, 2004

 
O Homem-Aranha de Straczynski

Depois de ler as histórias da revista do Homem-Aranha descritas no último post, cometi a besteira de reler as do título Amazing Spider-Man, escritas por J. Michael Straczynski.

O arco inicial do cara, Coming Home, é das melhores sagas do Cabeça de Teia que já li.

Nem preciso comentar dos soberbos desenhos do John Romita Jr., das piadas infames e tão bem inseridas na trama, os vilões sem a mínima consideração para com a vida humana e mais um sem número de maravilhosos detalhes (o melhor pra mim é o elevador do prédio de Ezekiel, que toca Helter Skelter para deixar "os funcionários ligados") que fazem da história algo simplesmente perfeito para se ler e divertir a beça.

Fiquei irritado porque só tenho os números 7 a 10, 24 e 26 do título da Panini, e agora sou obrigado, simplesmente obrigado, a adquirir os números restantes.

O triste é ter que comprar edições como a 24 e 26, ler uma história do Straczynski por edição, e depois ter que se afundar num mar de mediocridade.

Mas o trabalho do cara tem uma tal qualidade que acho que vale a pena o sacrifício.

Um dia desses falo a respeito da grande criação dele, a série de ficção-científica Babylon 5, que em minha opinião é a melhor já feita em todos os tempos. Com exceção da 5ª e última temporada, que achei bem fraquinha em relação às outras, é uma saga magnífica, que lamentavelmente está há quase cinco anos fora da tv a cabo, e que eu saiba jamais passou na tv aberta.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:38 PM


Não enche!

Quinta-feira, Abril 29, 2004

 
Greg Rucka, Garth Ennis & Paul Jenkins

Ontem reli algumas revistas do amigão da vizinhança. Comecei pela Homem-Aranha # 7 (Julho de 2002), da Panini, aonde acontece a estréia do J. Michael Straczynski no título, mas as que eu estava a fim de reler eram as outras, principalmente as referentes à estréia em terras tupiniquins do título Tangled Web.

Os primeiros números desta série (ela foi publicada aqui nos números 7, 8 e 9, e correspondem às três primeiras edições americanas do título) são produzidos por Garth Ennis e John McCrea, a dupla responsável por Hitman, e tem as capas assinadas pelo bamba Glenn Fabry.

O primeiro arco, chamado "A Chegada do Milhar" (The Thousand), é dividido em três partes e mostra como "vilão" um cara que conhece Peter Parker desde os tempos de colégio, e que sabe que ele é o Homem-Aranha. O roteiro é extremamente patético e gira em torno de uma vingança que o cara, não se sabe por qual motivo, espera vários anos para concretizar.

O que salva é a arte estilizada de McCrea, assim como o próprio visual do vilão, além das belas capas de Fabry, porque de resto é uma legítima porcaria.

No mesmo número em que se inicia Tangled Web, começa uma história em três partes assinada por Paul Jenkins e Mark Buckingham.

Apesar dos bons desenhos (imagine!) é um dos maiores amontoados de clichês que li na minha vida. É tão ruim que chega a ser constrangedor.

A motivação do tal Fusão, que culpa o Cabeça de Teia pela morte de seu filho, é surreal de tão ruim. Tem uma hora em que o Aranha fala algo mais ou menos assim: "Isto que faz de você um vilão e de mim um herói". Na boa, vá para o inferno Paul Jenkins!

Os três primeiros números de Tangled Web decepcionaram muita gente, mas a história do número 4, publicada por aqui no 10º número da revista do Aranha, é coisa finíssima.

Assinada por Greg Rucka e Eduardo Risso, mostra o herói somente de relance numa filmagem de televisão, e é uma daquelas histórias curtas que te deixa completamente chapado.

Recordo-me de uma história curta que saiu pela Abril, na revista Marvel 98 ou Marvel 99, em que ele saía para fazer uma ronda e um outro carinha saía para participar de um carregamento de drogas ou coisa similar. Ambos despediam-se de suas respectivas esposas. No final, o Aranha prende o cara, e enquanto ele volta para a Mary Jane, a esposa do outro carinha fica esperando o marido que não vai chegar. Show de bola.

Não vou lembrar de muitas outras de cabeça agora, mas também tem uma do Quarteto Fantástico em que o Tocha-Humana vai no hospital encontrar um garotinho que era fã dele, e que tentando transformar-se em um outro "tocha", acaba sofrendo altas queimaduras.

Outro personagem que tem boas histórias curtas é o Batman, mas a Marvel, por ter heróis indiscutivelmente mais humanos, tem quase que a primazia dessas aventuras curtas e certeiras.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:36 PM


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Segunda-feira, Abril 26, 2004

 
Supremo

Saiu no Universo HQ minhas resenhas sobre Supremo - A História do Ano, do semi-deus Alan Moore.

Ainda que em alguns momentos meus elogios possam parecer exagerados, realmente não acredito que sejam. É uma história maravilhosa e extremamente saudosista para fãs de quadrinhos.

Claro que o lance é não levar o roteiro muito a sério e se deixar levar pela brincadeira que o autor propõe.

Para quem quiser ler, seguem os links para o Volume 1, Volume 2 e Volume 3.

Para ler outras opiniões a respeito da qualidade das revistas, também vale a pena dar uma olhada num fórum do Multiverso Bate-Boc@.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 10:31 AM


Não enche!

Sexta-feira, Abril 23, 2004

 
Requiem para Watchmen

A notícia mais insana dos últimos tempos: Darren Aronofsky vai dirigir Watchmen!

O bastardo maravilha responsável pelo ótimo Pi e pela obra-prima Requiem para um Sonho deve ser o diretor da adaptação para a tela grande da melhor revista em quadrinhos de todos os tempos.

Como é dito no próprio artigo do Omelete, é tão bom que chega a parecer mentira.

Claro que é muito cedo para ter certeza absoluta da veracidade da notícia, mas mesmo assim é ótimo sonhar um pouquinho.

Em tempo: A capa reproduzida é da 1ª edição de Watchmen, publicada pela Editora Abril em 1987, e dividida em 6 partes.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:26 PM

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Demolidor # 3

A conclusão de O Julgamento do Século em Demolidor # 3 é das melhores histórias que li nos últimos tempos.

Não dá pra falar nada sem estragar o "charme" da história, mas ela me lembrou da época áurea do Ceguinho da Cozinha do Inferno, nas mãos de Frank Miller e Ann Nocenti.

Brian Michael Bendis se superou uma vez mais, e parece que a linha narrativa que ele está conduzindo continua ascendente.

Simples e humana, como toda boa história do Demolidor.

A seguir vêm a conclusão do arco do Justiceiro nos esgotos de Nova Iorque.

A 1ª parte foi fraquinha, a 2ª melhorou um pouco e esta 3ª ficou bem legal. Não é o melhor que Garth "Joselito" Ennis pode fazer, mas é um bom
divertimento.

Só pra se ter uma idéia da diversão, reproduzo um diálogo entre a assistente social e Frank Castle:
- Ela: "Se você for matar todos que fazem coisas terríveis por dinheiro, vai
ter de executar dez por cento da cidade..."
- Ele: "Idéia interessante."

Para fechar a edição, a surpreendente Elektra.

Surpreendente porque vem melhorando, e muito, à cada edição. Para completar, os desenhos de Sean Chen estão belíssimos, e nos proporcionam uma Elektra bem... digamos... ah, gostosa para cacete!

Ah, a capa da edição americana reproduzida no miolo é assinada por Bill Sienkiewicz. Posso estar enganado, mas o desenho é praticamente idêntico a um de Elektra Assassina, desenhado pelo próprio artista (eu poderia conferir, mas o meu encadernado está tão longe, e a fadiga não me deixa).

Ainda não li a Marvel Max (que acho a melhor hq mensal nas bancas) de Abril, mas se for melhor do que esta Demolidor, vou chapar e muito.

Mas o melhor é que em ambas tem Brian Michael Bendis, então todo mundo sai ganhando.

Claro que principalmente a Panini, mas aí já é outro papo.

Finalizando: A revista custa R$ 4,50, tem 74 páginas e vale o investimento.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 8:50 AM


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Quinta-feira, Abril 22, 2004

 
O Contrato de Judas

Sempre tive interesse mas sei lá por quais reais motivos nunca li a saga O Contrato de Judas, dos Novos Titãs.

Comprei as três revistas que a compõe (Novos Titãs # 18, 19 e 20, da Editora Abril) há pouco tempo, e ontem finalmente as li.

Claro que já tinha escutado maravilhas a respeito da história, mas como às vezes acabamos nos decepcionando, fiquei na miúda.

Realmente a história é muito boa, contando com a traição de Terra, revelações sobre o passado do Exterminador e uma dinâmica bem legal.

Dos quatro capítulos da saga, o que me chamou mais a atenção foi o segundo, Traição, em que o desenhista George Pérez de cara já começa com uns desenhos que lembram em muito o esquema cinematográfico do Frank Miller (talvez seja o contrário, já que "acho" que a história é de 1984). O roteiro deste capítulo também é ótimo, mostrando um Dick Grayson realmente interessante, com sacadas a la Batman.

Uma impressão que tenho ao ler as histórias dos Novos Titãs, é que elas tem muito, mas muito mesmo, dos X-men, principalmente da fase Claremont/Byrne. Levando em conta que ambos revolucionaram vários aspectos dos quadrinhos, não é de se admirar ver sua influência em outras obras.

Isto de maneira alguma desmerece os Novos Titãs, que já há bastante tempo considero ter a melhor sequência de aventuras de um super-grupo da DC Comics. Em segundo lugar, e não tão distante, vem a Liga da Justiça do Grant Morrison.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 11:12 AM


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Terça-feira, Abril 20, 2004

 
As Obras Completas de Carl Barks - Vol.1

Li há mais de dez dias, mas não havia comentado nada ainda.

Este primeiro volume da Editora Abril, das obras completas de Carl Barks, é filé puro.

Papel e cores impressionantes, reproduções das capas originais, datas de todas as publicações anteriores no Brasil, e curiosidades específicas sobre cada uma das dezesseis histórias deste número.

O engraçado é que cada história é melhor do que a anterior. Talvez seja isto mesmo, ou pode ser que ao lermos mais e mais, acabamos entrando nos personagens e no clima da história.

Fazia tempo que não lia uma revista Disney (a última, com certeza, foi uma edição de luxo que tenho do Superpato, que vira e mexe releio), mas esta merece ser lida mesmo por aqueles que não gostam, ou mesmo que nunca leram nada dos clássicos personagens.

De negativo, vem neste primeiro número uma caixa muito da vagabunda para acomodar os quatro volumes (é negativo porque vendem a imagem de ser "a caixa", quando na verdade é um lixo) e faltaram as "orelhas" para deixar a revista perfeita, mas está de bom tamanho por enquanto.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:38 PM

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Um poema, e tosco como de hábito.

Uma Canção Qualquer

Esta canção não é para ninguém em especial...
mas somente um lamento,
que se faz engraçado ao existir,
e que ninguém diga que sofri.

Esta canção não é para você julgar...
pois não estou buscando perdão,
mas se quer sentir um pouco de culpa,
olhe em seu próprio espelho.

Esta canção não vai mudar o mundo...
porque a música te faz sonhar,
e a realidade é o que menos importa,
para gente que como nós, prefere cantar.

E se esta canção só existe por sua causa,
não há nada mais o que falar.
E se ela não é boa o suficiente,
encontre algum tolo mais capaz...

Esta canção era pra fazer você me amar,
mas que sirva para qualquer um que tentar,
e assim poderei descansar,
por ter tentado do único jeito que sei.

"01:09hs - 26/07/03"

RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:25 PM


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Segunda-feira, Abril 19, 2004

 
Gibis que Queria há Tempos:

Depois de quinhentos mil anos, finalmente comprei A Piada Mortal (eu tinha um
exemplar, mas não sei aonde diabos foi parar).

Estava há bastante tempo com uma vontade louca de reler a história, e depois de algumas páginas, descobri o porque.

Escrita por Alan Moore (também conhecido como "o cara"), acho que pode ser definida como a história definitiva do Coringa.

Ele aleija Barbara Gordon, espanca e humilha de maneira perversa o Comissário Gordon, e por fim, tem o melhor diálogo com o Batman desde sua estréia na longínqua Batman # 1, de 1940.

Fora isso, ainda vemos a origem do criminoso, que é feita toda por meio de "espelhos", como uma metáfora para mostrar como ele era, e o que se tornou.

Para completar, a arte de Brian Bolland deixa o Coringa com caras e bocas jamais superadas por nenhum artista. A capa, por exemplo, serve para humilhar qualquer desenhista que ouse pôr as mãos no Palhaço do Crime.

É aquela coisa, depois de ler esta revista, ninguém precisa ler mais nada que envolva a dupla Batman e o Coringa.

Este A Morte de Groo eu nunca tive.

Li há mais de 10 anos, emprestado de um amigo.

Foi meu primeiro contato com o melhor de todos os bárbaros (Conan vem em segundo).

É uma história fodíssima, apesar de não ter um humor tão insano quanto edições posteriores de Groo (como as da revista mensal da Editora Abril).

Eram duas revistas que queria há muito tempo, e por preguiça ou por falta de oportunidade, só consegui adquirir no último sábado.

Para completar o sábado de quadrinhos, completei todas as minhas coleções de revistas mensais do Batman, de Melhores do Mundo, e quase a de Novos Titãs (faltam 4), Liga da Justiça (faltam 3) e de DC 2000 (falta 1 mísera edição, que por sinal é a conclusão da saga do Homem-Animal, quando o herói encontra o Grant Morrison).

Ainda bem que depois de amanhã é feriado, e vou poder ficar tomando uma cerveja e lendo algumas tosqueiras de primeira.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:42 PM


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Quarta-feira, Abril 14, 2004

 
Batman & Moby Dick

Esta revista aí ao lado é a Batman Especial, lançada pela Editora Abril em Outubro de 1989.

A editora aproveitava o ano do cinquentenário do Cavaleiro das Trevas, e o sucesso do filme de Tim Burton, para lançar essa edição especial que compilava histórias desde a década de 30 até meados dos anos 80.

De cara já abre com a primeira história do Homem-Morcego, publicada em Detective Comics # 27, de 1939. Uma das partes mais interessantes é quando o "vilão" cai num tonel de ácido (não, não é o Coringa), e Batman diz que ele teve o que merecia. Claro que desde então, nosso bom herói alterou um pouco seu modus operandi.

Várias outras histórias clássicas estão lá, como a origem e primeira aparição de Robin, Batmoça, Coringa e Charada.

Uma das mais bem construídas é justamente o debut do Coringa, que ocorreu em 1940, em Batman # 1. Bob Kane utiliza vários elementos típicos de histórias policiais pulp e faz um belo trabalho. Belo não, belíssimo.

É ótimo ver como Batman, desde sua criação por Bob Kane, já tinha ares de maior do que o próprio papel aonde era impresso. Os anos seguintes só vieram a confirmar isto.

Nesta adaptação do célebre romance de Herman Mellville, assinada por Bill Sienkiewicz, Moby Dick ganha o status de arte visual, que já havia conquistado no quesito arte escrita.

Como é de praxe no trabalho do desenhista, uma arte maravilhosamente pintada, que beira o transcedental. Impossível não achar, em certos momentos, que a trama chega a parecer mais rica em quadrinhos, do que romanceada no livro.

A revista foi o primeiro lançamento da linha Classics Illustrated da Editora Abril, em 1990.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:21 PM


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Terça-feira, Abril 06, 2004

 
ainda John Constantine

Em Monstro do Pântano # 16, Constantine resgata sua sobrinha Gemma de um tipo que faz parte de um grupo satanista.

Historinha mediana, considerando a média do escritor Jamie Delano, mas bem interessante por mostrar algo (no caso, alguém) que realmente importa para o personagem.

Destaque também para a bela capa da revista, feita por Dave McKean.

Já em Monstro do Pântano # 17, John enfrenta a fúria de "um hooligan de quatro cabeças".

A reação dele quando encontra a criatura é impagável, e por si só já vale a história, mas o destaque dela vai mesmo para o enfoque que o autor dá ao tema do preconceito. Uma crítica simples e direta, que aborda temas como neo-nazistas e homossexuais.

Por fim, em Monstro do Pântano # 18 (é a última edição com uma história do personagem, já que o número 19 seria o último da revista), Constantine chega a uma cidade no interior dos EUA, aonde sua população composta predominantemente por idosos, realiza um ritual de orações para trazer de volta seus filhos, dados como desaparecidos na Guerra do Vietnã.

Com o título original de When Johnny comes marching home e na versão brasileira como Amargo Regresso (clara referência ao filme homônimo com Jon Voight e Jane Fonda), é uma crítica (outra) às guerras em geral, e à falta de sentido intrínseca a todas elas.

Bela história, que tem como destaque a "não-interferência" de John. Ele observa tudo, mas não se envolve (bem, quase), pois acredita que aquilo é um tipo de coisa que só se resolverá entre eles próprios.

Depois de publicadas (e lidas) as 6 primeiras edições da revista Hellblazer (original americana), fica a certeza do ótimo trabalho feito pela dupla Jamie Delano e John Ridgway, e da ótima perspectiva (que veio a ser confirmada depois) para as histórias seguintes.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:14 PM

Não enche!

 
Não pensei que fosse possível ter tanto medo quanto a Regina Duarte tinha do Lula ser eleito presidente, mas parece que me enganei.

Se quer saber o porque, vá ao Mano News e descubra.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 8:38 AM


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Segunda-feira, Abril 05, 2004

 
John Constantine

Depois de ler todas as histórias do Monstro do Pântano escritas por Alan Moore, comecei a ler as aventuras de John Constantine.

A Hellblazer # 1 foi publicada aqui no Brasil na revista Monstro do Pântano # 12 e mostra o "quase mago" às voltas com um demônio de nome Mnemoth, que solto em Nova Iorque, começa a causar terror, ficando cada vez mais poderoso e sanguinário.

Escrito por Jamie Delano e desenhado por John Ridgway, a trama não faz feio frente às belas sagas engendradas por Alan Moore, e conclui no número 13 da mesma revista.

É um começo discreto, mas muito bem trabalhado, e de cara já mostra muito do charme e carisma do personagem.

Peguei as capas das duas revistas no ótimo site Hellblazer Brasil. Todas as informações sobre Constantine e seu "mundo macabro" estão lá.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:57 PM

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Fazia tempo que não postava um:

Para Não Dizer que Morri...

Todas as coisas continuam aqui...
mesmo aqueles objetos que tentam me destruir...
e muitas vozes que insisto em ouvir...
mas o que sou que mantém o medo em mim.

Não sei o porque de prolongar o momento...
talvez seja o desejo de desistir...
algum drama que eu queira viver...
já que sou suficientemente tolo pra rir.

Qualquer vontade que tenha não vai me definir...
nem que eu morra, desistindo no fim...
ainda assim hesitarei em aceitar...
tendo consciência do "verbo" que usei.

Nada do que escrevo significa algo mais...
sendo tão somente o que tenho a expelir...
de minha alma até o último confim...
os relatos banais que me fazem sorrir.

Pode parecer triste, mas não é...
pois é assim que a alegria é em mim...
um monte de palavras soltas...
que não servem a mais ninguém.

"por volta de 22:00hs - 08 de Outubro de 2003"

RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:12 PM


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Sexta-feira, Abril 02, 2004

 
Novo Éden em Gotham City

Em Monstro do Pântano # 9, que é a primeira em formato americano, nosso herói retorna da batalha vista no número anterior, e descobre que Abby Cable, foi presa em Gotham City, por "crime contra a natureza" (em outras palavras, por dormir com um monstro). Enfurecido, ele vai para a cidade, disposto a tudo para recuperar sua amada.

Utilizando de seu elo com a terra, ele transforma Gotham em uma espécie de novo Éden, com vegetação por todo lado, e ameaça torná-lo permanente se não libertarem Abby. Os quadrinhos que mostram a cidade como um paraíso na terra são simplesmente fenomenais.

Claro que Batman tenta detê-lo, e é miseravelmente derrotado.

Por fim resolvem libertá-la, mas no instante em que os amantes vão se abraçar, algo terrível acontece.

Como é bem típico de Alan Moore, quando pensamos que ele não conseguirá se superar, ainda mais levando em conta as últimas edições, ele mantém um nível absurdo de tão bom.

Mais um capítulo sensacional de uma das melhores séries em quadrinhos de todos os tempos.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:21 PM


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Quinta-feira, Abril 01, 2004

 
O Fim de Gótico Americano

Em Monstro do Pântano # 7, temos as edições 48 e 49 de Saga of the Swamp Thing, enquanto que no número 8 temos a 50ª edição.

A conclusão da saga Gótico Americano é das mais espetaculares já feitas nos quadrinhos. Com uma participação ativa de Vingador Fantasma, Desafiador, Etrigan, Sr. Destino, Steve "Mento" Dayton, Spectro, Caim & Abel (estes dois ficariam mais em evidência, posteriormente, em Sandman), além dos óbvios John Constantine e Monstro do Pântano, é uma daquelas histórias tão fantásticas que fica impossível não ficar maravilhado com o desenrolar dos acontecimentos. Os desenhos surreais e o soberbo argumento, chegam a um clímax, que pessoalmente, não achei que fosse possível alcançar.

É uma história de horror, de esperança, de medo, de inevitabilidade, de fé no ser humano, de maldade, de crença no divino... resumindo... é uma história que poderia ser definida como "maior do que a própria vida".

Alan Moore, desde o começo da trama, fez com que ela evoluísse lentamente, de modo a não acelerar os fatos, e nem tão lento a ponto de estagná-los. A trama simplesmente flui, como acontece com toda grande história.

Essencial é pouco para uma obra que não faz feio perto de clássicos absolutos como Watchmen ou Cavaleiro das Trevas.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:30 PM


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