Monstro do Pântano
Em Monstro do Pântano # 5, a primeira história é sobre uma casa mal-assombrada.
A tal casa é assombrada por fantasmas de pessoas mortas por armas de fogo.
Alan Moore faz uma ácida crítica contra o comércio de armas, conseguindo fechar com realismo uma história iniciada com uma premissa um tanto sobrenatural. Só para variar, inesquecível.
Já na segunda história da edição, finalmente vemos a participação do Monstro do Pântano, ao lado de John Constantine, em Crise nas Infinitas Terras. Como diz a própria introdução da Editora Abril, somente Alan Moore para conceber a tal "participação" dos personagens.
Já na edição 6, a primeira história reconta a origem do Monstro do Pântano.
Esta história foi publicada originalmente em Saga of the Swamp Thing # 33, e poderia até ser reprovado o "pulo" que a editora deu, mas a segunda história da edição, "O Parlamento das Árvores", meio que a absolve. É que um dos personagens que aparecem na 1ª, também aparece na 2ª história, e (creio eu) que para uma mais rápida identificação por parte do leitor, a editora preferiu deste modo.
Quanto às histórias em sim, são só para variar excelentes, em especial a segunda, que mostra o ancestral "parlamento", localizado no Brasil, mais precisamente na selva amazônica.
Nesta edição também percebe-se o que parecia impossível, que a série está ficando cada vez melhor, com roteiros mais complexos e uma participação mais significativa de John Constantine.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 11:31 AM
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Terça-feira, Março 30, 2004
Quadrinhos e Outras Coisas...
Em Demolidor # 2, da Panini, tem a 2ª parte de "O Julgamento do Século". Não há ação nenhuma, e sequer vemos o Demolidor, mas tão somente Matt Murdock. A história se passa inteira no tribunal, e te surpreende a cada novo diálogo.
Na boa, é incrível o que o roteirista Brian Michael Bendis consegue fazer com tão pouco. Tanto nesta série quanto em Alias, mesmo quando não há ação, você fica empolgado do primeiro ao último quadrinho.
Em Justiceiro, a trama iniciada no número anterior fica um pouco mais interessante, e parece que até os desenhos de Tom Mandrake evoluíram. Não é o melhor que Garth Ennis pode fazer, mas não decepciona.
Por último, temos a meia-boca Elektra, que nesta história nem está tão meia-boca assim. No entanto, fica a eterna questão de porque o tempo passa, e a personagem, mesmo em momentos dos mais horríveis, continua sendo publicada no Brasil, enquanto várias outras séries de melhor qualidade não o são.
A 3ª temporada de 24 Horas não vinha me agradando muito, principalmente porque achei a 2ª a melhor "coisa" de ação já feita para a televisão, mas no episódio da última semana (acho que foi o das 7 às 8 da noite) tudo mudou.
Com um final simplesmente "fodaço", minha esperança de que a série volte a ser o que era renovou-se. Está certo que a fórmula já não consegue causar o mesmo impacto de antes, mas dá pra se surpreender de vez em quando.
E se tem uma coisa, que mesmo nos episódios não tão bons, salva a série, é o agente Jack Bauer. O cara é ruim até a medula, não mede consequências para fazer o que acha ser o certo, e não tá nem aí com o que o resto do mundo pensa dele.
Outra coisa legal é que apesar do programa girar em torno dele, que é um agente de uma unidande anti-terrorista dos EUA, não há ufanismos nem nada parecido. Quem viu a última temporada (que deve ser exibida pela Globo em breve), sabe que é exatamente o oposto.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 8:13 AM
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Sábado, Março 27, 2004
Os X-men de Grant Morrison
Nesta X-men # 13, continua a "saga" de Grant Morrison à frente do título New X-men (nos dois últimos números da revista, não houve histórias do título).
Nesta edição, o Fera descobre qual a ligação entre Charles Xavier e Cassandra Nova, e acaba quase pagando com a vida pela descoberta. Também começam as demonstrações de ódio quanto ao agora "Instituto Xavier".
Uma boa história, que na verdade é apenas um prelúdio mais do que apropriado.
Já no número 14 da revista, há a história Geração sem Germes, que é continuação direta da trama de X-men Widescreen.
Tudo gira em torno dos O-Men, que se consideram a 3ª espécie. São humanos que querem acompanhar a "evolução" do ser humano, e para isso transplatam orgãos de mutantes em si próprios.
Não dá para dizer muito mais, para não estragar o prazer de quem ainda não leu, mas que pretende ler as histórias citadas.
No entanto, dá para falar que se com E de Extinção, Grant Morrison já mostrava a que veio, com esta Geração sem Germes, ele confirma que veio para ficar. A trama é muito boa, e mesmo sem ter aquelas complexidades que só quem lê X-men há mais de 15 anos consegue entender (alguém disse Chris Claremont?), tem uma profundidade que há muito, mas muito tempo mesmo, não se via nos mutantes favoritos dos quadrinhos.
O cara conseguiu o que eu julgava impossível, deixou o Ciclope legal. Ele continua sendo o líder "escoteiro" e tal, mas não tem mais aquele ar de superioridade idiota, que fazia com que todo leitor se identificasse mais com o Wolverine, que sempre foi a sua antítase natural, ainda mais quando lembramos da paixão de ambos, Jean Grey.
E não foi só com o caolho. Todos os personagens ficaram mais "reais" com Morrison. Emma Frost, a Rainha Branca, tem poderes similares ao da Jean Grey, e uma tolerância aos "idiotas", muito menor do que a do Wolverine. Com certeza, ela é a personagem que mais me surpreendeu até aqui.
Fica difícil falar das coisas boas destas histórias, já que achei tudo, mas tudo mesmo, muito bom.
Grant Morrison está escrevendo um tipo de trama, que faz você ficar quase maluco de pensar que vai ter que esperar mais um mês para ler a continuação (não exatamente neste caso, já que estas edições são do início de 2003, mas deu para entender).
É triste pensar que ele vai deixar o título em dois meses, mas como ainda não li nem 20% do que ele escreveu na revista, dá para ignorar a indignação por algum tempo.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 11:02 AM
Não enche!
Sexta-feira, Março 26, 2004
Neste segundo número de Monstro do Pântano, há a conclusão da história da edição anterior.
Depois de firmar um acordo com John Constantine, ele deve acabar com a comunidade de vampiros que habita Rosenwood, e em troca receberá mais informações sobre seu "elo com a terra".
Na tentativa de destruir os vampiros, o Monstro do Pântano acaba descobrindo mais sobre seus próprios poderes. Ele também descobrirá que o conhecimento que Constantine oferece, terá um preço.
Já na segunda história da revista, que não tem relação com a primeira, vemos a história de uma espécie de hippie, que encontra uma das "batatas" que crescem no Monstro do Pântano (do mesmo tipo que Abby comeu em Superamigos # 34). Confundindo-a com algum tipo de raiz alucinógena, ele acaba alterando a vida das pessoas, ao oferecer a "iguaria" a elas.
Em tempo: Esta história da "batata", é da revista Saga of the Swamp Thing # 43, enquanto que a primeira é do número 39. Ou seja, só para variar, a Editora Abril altera a ordem das histórias, e o que é pior, sem nenhum motivo, já que as histórias do Monstro do Pântano escritas pelo Alan Moore haviam sido concluídas nos EUA há algum tempo.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:53 PM
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Quinta-feira, Março 25, 2004
Mais um pouco de Monstro do Pântano
Em Superamigos # 33 (Editora Abril), há a continuação da história do Monstro do Pântano de que falei no último post.
Ele vai até o inferno para recuperar a alma de sua amada, Abby Cable, e durante a jornada, encontra tipos dos mais notáveis do Universo DC, como o Desafiador, Vingador Fantasma, Espectro e Etrigan.
Com imagens de como seria o céu, o inferno, e adjacentes, e com uma história simples, que se resume basicamente ao Monstro do Pântano procurar Abby no "aparentemente" sem fim, mundo dos mortos, é quase que uma fábula sobre os sacrifícios que se faz em nome do amor.
Já em Superamigos # 34, que é essa do "beijo caliente", finalmente os dois se entregam à sua paixão.
Uma história que tinha tudo para ser apenas um conto dos mais bizarros, acaba se tornando uma espécie de experiência lisérgica, nas mãos de Steve Bissette e Alan Moore.
Moore, por sinal, demonstra uma tal delicadeza em narrar o desenrolar dos acontecimentos, que só faz crescer ainda mais a fama de o cara dos quadrinhos.
Na sequência, em Superamigos # 35, temos a história "The Nukeface Papers", partes 1 e 2. Desta vez, o alvo de Moore é o perigo radioativo, representado por lixo nuclear que é jogado nos pântanos da Lousiana. Usando recortes de jornais espalhados por praticamente todas as páginas, eles quase sempre trazem em suas páginas manchetes sobre o desastre em Chernobyl (recente na época de lançamento da história, em Abril de 1985).
Ao mesmo tempo em que faz uma crítica às políticas de uso da energia radioativa, ele mostra o que o descaso do homem pode fazer com o meio-ambiente. Bela história, que como acontece no mundo real, não se concluiu até hoje. Ela termina com um indiscutível "O Fim?".
Em Monstro do Pântano # 1(Editora Abril, Janeiro de 1990), começa a saga "Gótico Americano", que logo de cara, introduz o personagem John Constantine (que mais tarde terá a alcunha Hellblazer).
Com o auxílio de Constantine, o Monstro do Pântano começa a aprender um pouco mais sobre o elo que mantém com a terra, sendo ele o último elemental do planeta.
Neste primeiro número, estão apenas as primeiras histórias da saga (as duas histórias desta edição foram originalmente publicadas em Saga of the Swamp Thing # 37 e 38, em Junho e Julho de 1985), que promete muitas revelações no seu decorrer.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 8:57 AM
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Terça-feira, Março 23, 2004
A revista aí ao lado é a Swamp Thing # 49.
Aqui no Brasil, a capa foi reproduzida em Superpowers # 6 (Editora Abril). Com três histórias do Monstro do Pântano, a edição mostra o retorno e o confronto final com o demoníaco Anton Arcane.
É uma pequena obra-prima do horror, desenhada por Steve Bissette, e escrita pelo sobrenatural Alan Moore.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:02 PM
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X de X-men
Depois de mais de cinco anos sem ler nenhuma revista dos mutantes da Marvel, eis que volto a lê-los na saga E de Extinção, publicada nas edições 9 e 10 da revista X-men, da Panini Comics.
O roteiro é assinado pelo bamba Grant Morrison, que já produziu coisas excelentes nos quadrinhos, como Asilo Arkham, os primeiros números do insano Homem-Animal, e uma ótima fase da Liga da Justiça. Outros trabalhos dele, que não li, mas me disseram que são excelentes, são as séries Os Invisíveis e Zenith.
Neste E de Extinção, Morrison mata metade da população mundial de mutantes, que reside em Genosha, introduz a misteriosa Cassandra Nova, e termina com o professor Charles Xavier revelando em rede nacional de televisão ser um mutante. Um outro toque legal do autor é o fim dos uniformes coloridos e colantes, dando lugar à calças e jaquetas de couro estilizadas, com um ou outro X desenhado.
De cara, ele quebra um monte de "regrinhas" toscas das revistas mutantes, e acaba fazendo o que a maioria dos fãs dos X-men queria, uma nova revolução nos títulos da equipe, depois de aproximadamente 10 anos de histórias redundantes, situações das mais patéticas, e uma cronologia absurda de tão complexa.
Grant Morrison pretendia com seu trabalho à frente da revista New X-men (utilizo o verbo no passado, porque atualmente nos EUA, está sendo publicado seu último arco de histórias no título), trazer novos leitores ao mais famoso grupo da Casa das Idéias. Com um estilo único, ele começa a fechar pontas soltas da história dos personagens, para depois criar sua própria mitologia.
Está certo que é apenas o começo, já que essa saga se passa nas três primeiras revistas assinadas pelo autor, mas o gosto de "coisa nova", deixa claro que os X-men não serão os mesmos daqui em diante.
Detalhe: As edições 9 e 10 da revista, foram publicadas no final de 2002, pela Panini. Atualmente, ela encontra-se no número 27 (março de 2004), e Grant Morrison continuará mandando no título New X-men por um bom tempo. Ao menos, por aqui.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:21 PM
Não enche!
Quarta-feira, Março 10, 2004
Mais um poema?
Não, imagina!
Todos os Amanhãs...
Ali vai minha heroína...
não adianta brilhar na escuridão,
com seus olhos cheios de amor.
Não precisa pisar no orgulho,
que aparece à sua frente.
Não tente sangrar seus inimigos,
tão cansados de viver...
que se afogam em lágrimas...
beijando qualquer trapaceiro...
que dança como um anjo...
procurando os perdedores...
não acorde nossos pais,
para pedir perdão...
não venda seu coração,
nem tente fugir das palavras.
Não espere que a mão de Deus...
toque sua face enquanto dorme.
Não ouça o que estranhos dizem,
e tampouco aquilo que pensas...
aquelas imagens cheias de nada...
uma espécie de nada...
tantos avisos idiotas...
que até fazem rir...
não escreva aquilo em que acredita,
pois é isto que te faz único.
Não veja o que outros fazem,
mas beba o que todos bebem...
não durma por mil anos,
nem acorde esperançoso...
não leia nem use este verbo,
que só mata o que existe...
e corrompe os traidores...
que tentam salvar os tolos...
justificando o medo...
sonhando sem tripas.
"03:28hs - 03/05/03"
RICARDO MALTA BARBEIRA - 5:05 PM
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Segunda-feira, Março 08, 2004
E lá vamos nós...
Caminho dos Mortos
Quero destruir todas as coisas que não possuo,
e rir de qualquer desgraçado que eu veja.
Preciso acompanhar minha própria sombra,
e descobrir aonde começa minha mortalidade.
Matarei todos os hediondos deuses,
e queimarei os livros que contém suas palavras.
E quando encher páginas com temeridade,
jogarei seus pedaços aos que se importam.
Vou caminhar por entre crianças,
semeando o que chamo de realidade.
Saberei se suas mentes serão salvas,
da mediocridade iluminada pelo sol.
Amarei até à morte alguma pessoa,
que tem anseios de incondicional amor.
Desprezarei esse fardo como a um mendingo,
e criarei chacotas com sua essência.
No silêncio, encontrarei certa paz.
Sem necessidade de angústia ou mentira.
Voltarei meus olhos para um mundo morto,
e então seguirei meu caminho... em meio a risos.
"01:16hs - 7 de Setembro de 2000"
RICARDO MALTA BARBEIRA - 7:09 PM
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Quarta-feira, Março 03, 2004
Mais do mesmo.
Continuando
Tão longe estamos de qualquer lugar,
que parece que andamos em círculos.
Tão estranho parece o mundo,
que tentamos morrer aos poucos.
Mas não é porque sou feito de cinzas,
que tenho que gostar de sofrer.
E se eu andar pelos caminhos que temo,
encontrarei o medo que me enfraquece.
E terei certeza de que o sofrimento,
não passa da covardia de não viver.
Mas não é porque o mundo muda,
que terei que mudar.
E se o futuro não tiver meu rosto,
eu cobrirei de manchas o destino.
Maculando aquilo que chamo de vida,
e não me importarei com a ira de estranhos.
E andarei sobre as lápides que surgem
no caminho que escolhi ser meu.
E falarei sobre as pequenas coisas,
que escolhi fazerem parte de mim.
Mas não é porque a vida é longa,
que continuarei sozinho...
"16/12/02"