tosqueira, tosqueira.
escutando meus passos
porque tenho que me defender daquilo que não me ataca,
e me comportar como um tolo que nunca sabe o que fazer.
apesar de tanto julgar saber, temo qualquer coisa que não entendo,
e fico desnorteado ao menor sinal de perigo.
tantos modos haveriam de me preocupar...
mas escolho o pior pois sou assim.
poderia mudar, mas não sei nem como começar a fazer.
poderia viver, mas gostaria de poder morrer sem tentar.
aonde estão todas as coisas maravilhosas que deveriam existir?
escondidas em alguma caixa, embaixo de alguma cama?
ou soterradas contra a própria vontade dentro de nossas almas?
pareço calmo, porque não sei onde estou.
quando perdido, todos os lugares parecem conhecidos,
e os rostos estranhos sempre são amigos,
apesar do seu nome nunca pronunciarem.
sei que o fim ainda está muito distante,
e isto me desespera ainda mais do que qualquer revelação.
continuando caindo e caindo, sem conseguir me segurar...
e tenho receio de nunca saber ao certo quando o fundo irá chegar.
--- nenhum caminho leva a todos os lugares ---
e ainda assim eu teimo em procurar.
( 13/08/03 - 21:20 hs - "escutando Leif Erikson, Interpol" )
RICARDO MALTA BARBEIRA - 8:37 AM
Não enche!
Segunda-feira, Dezembro 15, 2003
uma nova semana e um velho poema.
este fiz pensando em uma pessoa, que não faço a mínima idéia de por onde anda.
Sexta-feira
Sinto alguma solidão, e nem sei o porque.
Tenho medo, pois não estou junto a você.
Creio que poderia ter lutado mais pelo seu amor,
mas quando entregou-me a carta, possuiu-me a dor.
Enquanto me perco nas ruas, vejo a tua face,
entre centenas de pares, nenhum com a sua classe.
Meu coração chorando, minha alma sangrando,
todos os meus sentidos em sua lembrança vagando.
Suas últimas palavras me trazem esperança,
imagino nós dois abraçados numa dança.
Esqueço meus lamentos, todos os meus pesares,
visualizo seu corpo, e seus olhares.
Quero te ver, falar sobre isto que sinto intensamente,
beijar teus lábios, te amar loucamente.
Trocar juras e nossas almas por inteiro,
pedir seu amor, pois o meu entreguei a ti, naquele instante primeiro.
São Paulo, 09 de Maio de 1997.
RICARDO MALTA BARBEIRA - 8:13 AM
Não enche!
Segunda-feira, Dezembro 08, 2003
Como é de praxe, mais um poema podre.
Provavelmente coloco essas porqueiras, pela pura falta do que fazer.
Bem... talvez também seja para divulgar meus brilhantes escritos para o mundo.
Não! É falta do que fazer mesmo.
nas profundezas...
vou me desfazer das roupas que usei,
dos sonhos roubados que fingi serem meus,
daquelas lembranças que por tanto tempo guardei,
e de todos os espelhos que refletem aquele que eu era.
ainda que sofra com a angústia de não ter certeza,
e com a vontade de não saber a verdade,
prefiro nunca mais ver qualquer rosto novamente.
se as diferenças cortam mais do que uma navalha,
e estas feridas não cicatrizam com o tempo,
posso olhar fundo para lugar nenhum e ainda assim sorrir.
andando pelo caminho mais longo que encontrar,
espero atravessar os dias que restam a todos nós.
desta vez não haverão doses de nostalgia a me embebedar,
já que o passado nada mais significa para mim.
e por mais que eu descubra estar errado,
toda a certeza do mundo será indiferente,
frente aos meus pecados.
aqueles que escolhi pagar,
os mesmos que aceitei de bom grado,
e que se não me cercam,
recebo de braços abertos.
pode não ser o bastante para que eu volte a ver,
todos os rostos que cansei de magoar,
ou ler tantas tediosas linhas,
que nada refletiam do que eu admirava.
mas não há como voltar,
nem que o tempo parasse,
e que nossos corações recomeçassem do zero,
e nada importasse por mil anos...
continuaríamos tendo nossos medos,
e apesar de conseguirmos brincar,
não saberíamos quando começar a viver.
( 13/08/03 - 21:02 hs - "escutando Interpol" )