Videodrome

 
             

   
 
 

Segunda-feira, Novembro 17, 2003

 
Mais uma semana se inicia, e mais um poema tosco resolvo colocar por aqui.

Ardil do Amor

Vista-se com as mentiras de minha ilusão,
aqueles olhares ambíguos cheios de vida.
Castanho é a cor que escolhi pro pecado.
Que deus fique no céu... e eu com seus olhos, aqui na terra.

Não diga nada que eu possa compreender.
Quero um amor mal falado, calado.
Bastam-me seus beijos apaixonados,
e um pouco de carinho rasgado.

Tenho que continuar incompreendido,
expressando-me com palavras bordadas.
Afinal de contas, se me entenderes,
o mistério acaba... e eu, poeta, morro.

Simplifique estas e aquelas frases,
por algo simples que todos entendam.
Não pensamentos do pico do mundo,
apenas gestos representados por uma flor.

O amor não é uma doença fatal,
nem uma paranóia qualquer de verão.
É tão somente a fagulha que arde,
como um pedaço da alma dentro do coração.

São Paulo, 8 de Setembro de 1995.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:09 PM


Não enche!

Quinta-feira, Novembro 13, 2003

 
Não precisa ser um gênio, para saber sobre o efeito de que eu estava, quando escrevi a parada abaixo.
Mais um "papelão" marcante.

Apologia

Minhas narinas estão cheias de pó,
meu rosto não tem mais nenhuma cor.
O que antes era belo agora é estranho,
mas ainda há magia, permanece o encanto.

Minhas veias entopem de satisfação,
meu corpo frágil sustenta minha alegria.
Nada de mal digo de meus vícios,
pois eles me ensinaram a viver.

Minhas mãos estão geladas de prazer,
meus olhos entendem o que antes era medo.
Quase tenho vontade de chorar,
por este gozo que nunca fora me dado antes.

Minhas pernas tremem por uma absurda ansiedade,
meu hálito está quente como se vindo do inferno.
Coloco meu passado sobre a mesa posta,
olho para o futuro e ao antigo dou as costas.

Minhas amantes já não mais me satisfazem,
o que quero é aquilo que me destrói,
não importando a dor ou o seu sabor,
um dia após o outro, já que na verdade isto é um jogo.

São Paulo, 16 de Maio de 1997.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 9:15 AM


Não enche!

Quinta-feira, Novembro 06, 2003

 
Um soneto cretino agora:

Soneto às Estrelas

Entre você e as estrelas,
vejo que o que sinto é belo,
demasiadamente tolo,
e cheio de medo.

Entre eu e você,
sei que existem as estrelas,
que eternamente nos separarão,
e ofuscam qualquer olhar que lanço em sua direção.

Entre as estrelas e eu,
há um rancor que não repousa,
e um coração que entristece.

Entre tantas estrelas no céu,
duas brilham mais do que mil sóis,
e estas somos nós, a chorar pelo infinito.

01/09/99 - 00:39 hs
"ouvindo '1959', do Sisters of Mercy".


RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:42 PM


Não enche!

Quarta-feira, Novembro 05, 2003

 

Eu já havia postado este poema, mas como apaguei tudo que havia postado, coloco a porqueira de novo aqui.

Sonhos do Poeta

Acendo a luz de minha escrivaninha.
Sem perceber, abro uma gaveta.
De dentro dela tiro um caderno,
e anoto meus tolos pensamentos.

Alguns são sonhos, tão fantásticos...
que começo a viajar por colossais mundos,
descobrindo segredos que sei não possuir,
mas que na verdade são meus.

Outros tão loucos, aonde sou feliz...
e imagino uma vida, no final do arco-íris,
que vale tanto quanto ouro, talvez mais.
Porém não escondem a mágoa e o lirismo.

Tantos meio obsoletos... meus sonetos.
Feitos com alegria ou além da compreensão,
alvos de difícil ou nenhuma interpretação,
carregados de segredos por si só.

Quantos seriam julgados frutos do desespero/
Escritos entre pranto e gozo, não todos!
Divididos pelos nomes, largamente unidos,
pela dor e pelo frio, litros de sangue e vinho.

Dezenas de sentimentos teorizados, decompostos...
pelo tempo, e por uma seleção natural,
que invoca antigos fantasmas e novos amigos,
o tabaco e o álcool, a solidão e o egoísmo.

Quais seriam apenas mentiras imbecis?
Perdi a conta dos falsetes, tão amáveis.
Mentem por convicção, sorriem sem objeção,
desliga-se da verdade e de meu ser.

Amor e ódio completariam o restante?
Uma doente paixão e outros devaneios febris,
que conduzem ao peito, ao atalho esquerdo,
aonde fazem feridas ou curam cicatrizes.
E alguns destroem meus belos atos,
que nem são tão belos assim.
Escondem meu medo nato de sempre...
parar de odiar os outros e odiar a mim.

Creio que devo fechar agora o caderno,
sem cansativas explicações,
ou pós-fácios sonolentos e terríveis,
cheios de incoerências e outras falsidades.

Guardo-o novamente na mesma gaveta,
e fecho-a, sem pensar em mim, ou nos demais.
Mas quando apago a luz penso nelas...
Aline, Jacqueline... e tantos outros amores sem fim.

São Paulo, 28 de Dezembro de 1995.

RICARDO MALTA BARBEIRA - 12:37 PM


Não enche!

Terça-feira, Novembro 04, 2003

 
Para uma boa prévia do gibi de Matrix, clique aqui.

Acessando o The Michael Smith Website, você pode ter uma vaga idéia, do que o filme live-action ( com atores reais ) dos Transformers, promete. O site é feito, provavelmente, por algum estudante de mecatrônica Os boatos dizem que o filme contaria com o mesmo produtor de X-Men, e que talve fosse dirigido pelo Robert Zemeckis ( Forrest Gump, De Volta para o Futuro... ). Vai saber...

RICARDO MALTA BARBEIRA - 1:34 PM

Não enche!

 
Certo!

Ocorreram alguns probleminhas com as configurações deste blog, e acabei sendo obrigado a deletar o pouco que havia postado nele.

Mas seguindo em frente...



Este é o disco que não paro de escutar, desde domingo. É a coletânea recém-lançada dos Chemical Brothers, "Singles 93 - 03".

Em 1996, quando escutei os irmãos químicos pela primeira vez, já fiquei extasiado pela mistura desconcertante que eles faziam, entre rock e música eletrônica. Com o passar dos anos, ao invés da música deles começar a soar datada, muito pelo contrário, ela parece evoluir exponencialmente a cada disco que lançam. Um exemplo disso, é a faixa mais recente, "The Golden Path", que conta com a participação da dupla The Flaming Lips.

Todas as outras preciosidades deles, também estão na coletânea, como as participações especiais em "Setting Sun" e "Let Forever Be", ambas cantadas por Noel Gallagher, em "Out of Control", que é levada pelo sem-comentários Bernard Sumner, e na minha predileta há bastante tempo, "The Test", que conta com os vocais de Richard Ashcroft. Não poderiam faltar as também maravilhosas, "Hey Boy Hey Girl", "The Private Psychedelic Reel", "Star Guitar", e "Leave Home".

Para destruir de vez a sua resistência em comprar coletâneas, há ainda um cd bônus, com algumas músicas inéditas, lados b, e algumas ao vivo. Por exemplo, as inéditas "The Duke" e "Otter Rock", as arrasadoras "Galaxy Bounce" e "Not Another Drugstore", além das versões ao vivo de "Elektrobank" e "Piku".

Dizer que é um disco essencial, é pouco.

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Segue a letra de "The Test", música cantada pelo ex-vocalista do The Verve, e que não sai da minha cabeça.
Repare bem na letra, principalmente no final, e depois vá para Mano News, e leia a minha aventura no Rio de Janeiro:

Ooooh
Can you hear me now?
Can you hear me now?
Can you hear me now?
Can you hear me now?
yeeeah
Am I coming through?
Am I coming through?
Is it sweet and pure and true?

???

Devil came by this morning,
Said he had
Something to show me
I was looking like I've never seen a face before
Here we go now, let's slide into the open door

Pictures and things that I've done before
Circling around them,
I'm here on the floor
I'm dreaming this and I'm dreaming that
Regretting nothing
Think about that

I'm seeing waves breaking forms in my horizons
Yeah I'm shining
I'm seeing waves breaking forms in my horizons
Lord, I'm shining

Are you hearing me?
Like I'm hearing you?
Are you hearing me?
Like I'm hearing you?

You know I've always lost my mind
I can't explain
Where I've been
You know I've always lost my mind
I can't explain
Where I've been
You know I've almost lost my mind
I couldn't explain
What I've seen

???
To find that the images are fading away

I'm seeing waves breaking forms in my horizons
Yeah I'm shining
I'm seeing waves breaking forms in my horizons
Lord, I'm shining

Are you hearing me?
Like I'm hearing you?
Are you hearing me?
Like I'm hearing you?

You know I've always lost my mind
I can't explain
Where I've been
You know I've almost lost my mind
I couldn't explain
The things I've seen
But now I think I see the light
Now I think I see the light

Lend me your hand
Lend me your hand
Lend me your hand
Lend me your hand
Lend me your hand

I'm seeing waves breaking forms in my horizons
Yeah I'm shining
I'm seeing waves breaking forms in my horizons
Lord, I'm shining

Oh are you hearing me?
Like I'm hearing you
Oh are you hearing me?
Like I'm hearing you?
(Repeat)

You know I almost lost my mind
Now I'm home, and I'm free

Did I pass the acid test?
Did I pass the acid test?
(Repeat)

You'd better go to bed now
(Repeat)

My heart and my soul, they're free
My heart and my soul, they're so damn free

You know I almost lost my mind
Now I'm home, and I'm free

Did I pass the acid test?
Did I pass the acid test?
(repeat)

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RICARDO MALTA BARBEIRA - 8:26 AM


Não enche!
 

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